segunda-feira, julho 04, 2011

CASAMENTO REAL DO MÓNACO - Felizes Para Sempre?



O príncipe Alberto II do Mónaco, de 53 anos, casou-se sexta-feira passada, numa cerimónia civil, com a sul-africana Charlene Wittstock, de 33 anos, que se tornou na princesa Charlene do Mónaco.

O casal real, com Jean Michel Jarre, durante o concerto
que assinalou o dia do casamento civil.

À pergunta do consentimento do oficial do Estado Philippe Narmino, os dois responderam "sim", ela primeiro e ele depois.

Numa cerimónia que durou apenas 20 minutos, o príncipe, sentado ao lado da mulher, beijou-lhe a mão direita. Na pequena praça de fronte do palácio, milhares de monegascos, concentrados em redor de um "buffet",aplaudiram e agitaram pequenas bandeiras da África do Sul e do principado.
A troca de alianças

Antes, Narmino, presidente do conselho do Estado do Mónaco, expressou em francês, depois em inglês e em monegasco, a "alegria" de celebrar esta união. À leitura das certidões de nascimento dos noivos, Narmino leu passagens do código civil que estabelecem "os direitos e deveres respectivos dos cônjuges", antes de recolher o consentimento de Alberto II e Charlene Wittstock e de os declarar casados.

O casal levantou-se e beijou-se, sob o olhar dos familiares, entre os quais as princesas Carolina e Stéphanie, e de vários dignitários reunidos nesta pequena sala do palácio.

Familiares do príncipe Alberto

A cerimónia religiosa realizou-se no sábado e, sob os olhares atentos de cerca de 3.500 convidados, Charlene Wittstock e o príncipe Alberto II casaram-se ao ar livre, no pátio de honra do palácio. Três minutos antes da hora para o qual o casamento estava previsto, Charlene cruzou o tapete vermelho conduzida pelo pai, Mike, usando um vestido do seu estilista preferido, Armani, um vestido de mangas curtas e um longo véu.

O arcebispo do Mónaco, Bernard Barsi, conduziu a cerimónia, celebrada em francês e africaner, língua natal da noiva."Nós rendemo-nos às graças de Deus que fez germinar nos corações dos dois um amor tão profundo. O casamento de um homem e de uma mulher é, para todos nós, um sinal de amor e de que nós somos amados pelo Senhor", afirmou o arcebispo durante a cerimónia, à qual estiveram presentes convidados famosos como Karl Lagerfeld, Naomi Campbell, o presidente Sarkosi e o estilista Armani, além de Karolina Kurkova.
Presidente Sarkosi

Depois da troca de alianças, aconteceu o tão esperado "sim". O casal, sorridente, assinou o registo do casamento com uma caneta incrustada de pedras preciosas, feita especialmente para a ocasião. Depois, sob uma chuva de pétalas de rosa e de aplausos, dirigiram-se, de carro, para a igreja de Sainte-Dévote, santa padroeira do Mónaco, onde a noiva depositou o seu "bouquet", tal como o fizera a sua sogra Grace Kelly, quando casara com o príncipe Rainier.

Alberto e Charlene  no início do jantar
oferecido aos convidados.

Para o jantar que se seguiu, a noiva trocou o seu vestido por um outro, branco também, e também do seu estilista favorito Armani. Para a confecção do vestido da noiva, Giorgio Armani utlizou 40.000 cristais Swarowsky, 20.000 pérolas e uma equipe destacada somente para esta confecção. Só o véu, com vinte metros de compimento e de tule de seda, consumiu mais de 100 horas de trabalho.

No principado, a crise económica mundial não se faz sentir. O jantar foi confeccionado pelo chefe Alain Ducasse, um dos mais famosos do mundo. Parece que no menu, composto principalmente por pratos mediterrâneos, não constou qualquer tipo de carne vermelha, branca ou foie gras, iguarias que, segundo "Le Figaro", a noiva não aprecia.

Não posso deixar de citar um conceituado matutino brasileiro, que comenta assim a atual família Grimaldi: "Albert é o membro mais apagado da família Grimaldi, conhecida pela resistência aos padrões tradicionais da nobreza. A sua irmã Carolina casou-se três vezes. A caçula desmiolada Stéphanie casou e engravidou de dois guarda-costas e depois envolveu-se com um domador de elefantes.
Momento do corte do bolo de noiva.

Ao contrário das suas irmãs, que colecionam  certidões de casamentos, até então Albert jamais se havia mostrado disposto a casar, colocando em risco a sucessão da sua dinastia, que precisa de um herdeiro, o que alimentou boatos de que seria gay, apesar da enorme lista de relacionamentos com modelos e atrizes. Em 1996, o príncipe acabou por fazer uma declaração oficial para negar a sua homossexualidade. Ele teve dois filhos bastardos que foram reconhecidos, mas que não podem sucedê-lo no trono, segundo a Constituição do país.

Albert tem as suas qualidades, nenhuma ligada à capacidade política. É fluente em inglês, francês e monegasco, e distingue-se no desporto, assim como a sua princesa. Integrou a equipa de "bobsleigh" (corrida de trenós em pista de gelo) em cinco Jogos Olímpicos de Inverno e participou no rally Paris-Dakar, além de ser cinturão preto de judo, praticar também atletismo, handebol, ténis, squash e esqui.

Todo o Mónaco festejou o casamento real!

A princesa Charlene, também tem os seus encantos. Noiva de Albert há um ano, destaca-se no ramo da moda e é amiga de estilistas como Karl Lagerfeld, Ralph Laurent e Stella McCartney. Em recente entrevista à revista Vogue americana, Charlene comparou-se à incomparável Grace Kelly e disse querer fazer do Mónaco uma das capitais mundiais da moda. "Grace Kelly criou um vínculo entre o Mónaco e o mundo do cinema, e eu gostaria de criar um forte vínculo entre o Mónaco e o mundo da moda", afirmou à revista. Mas,  comparada com Kate Middleton, Charlene é praticamente uma desconhecida do público, e tanto ela quanto o seu príncipe estão longe de ter o mesmo carisma de William e Kate".
Parabéns aos reais noivos!






Quanto a nós, resta-nos desejar que, apesar dos rumores temperados com o escândalo da descoberta hipotética de mais um filho bastardo recentemente concebido e da  hipótese de fuga da noiva, veementemente desmentida pela Casa de Grimaldi, o novo casal real  saiba governar o seu principado, assim como a sua própria felicidade, que esperamos seja muita e para sempre...(?)




2 comentários:

Anónimo disse...

Haydée, Olá! esta reportagem está completíssima! Atrasada? Não vejo em quê....Eu assisti à cerimónia religiosa, em directo e senti um éloignement da noiva.... angustiante!!! Perguntas "Felizes para Sempre????" Não sei... não senti a Noiva nada feliz... mas, o futuro tem vicissitudes que não podemos adivinhar.... talvez cheguem a um acordo de convivência, talvez se amem "suis generis", talvez ela preferisse África.... Neste caso, deveria ter reflectido antes...Já sabia o que a esperava....
Quanto ao teu trabalho... *****Superior!!! Bjns, gostei muito. A tua amiga, gabriela

Maria Haydée Nogueira disse...

A certa altura, fiquei coma sensação de que a noiva chorava de arrependimento. Mas depois, pensando melhor e estando mais informada sobre a sua pessoa, cheguei à conclusão de que as lágrimas foram de pena por não ter obtido mais contrapartidas pelo seu regresso...Nada que a comunicação social não tenha questionado.
Obrigada, Gabriela. Beijinhos e as melhoras da constipação.

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