quinta-feira, julho 28, 2011

CORNO DE ÁFRICA - 10 Milhões Morrem com Fome










Os países do chamado Corno de África - Etiópia, Somália Quénia, Uganda e Djibouti - precisam urgentemente de ajuda para enfrentar a fome, sublinhou a ONU.



A fome é já um fenómeno confirmado no Corno de África. A ONU está a verificar uma taxa de mortalidade de 7,4 pessoas, por 10 mil residentes, em cada dia. O estado de fome é atribuído quando a taxa de mortalidade é de dois por dez mil, em cada dia. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, em português) organiza, na próxima segunda feira uma reunião de emergência para ajuda à Somália.


Nesta reunião deverão estar presentes, segundo o jornal "The Guardian", o grupo das 20 maiores economias do mundo, 191 membros da FAO, outros organismos da ONU, organizações não governamentais (ONG) e bancos de desenvolvimento regionais.

Djibouti, Etiópia, Quénia e Uganda estão a ser afetados por uma seca, como não há memória nas últimas décadas. Entretanto, os Estados Unidos pressionaram a Eritreia para que revelasse a medida em que o país está a sofrer com a catástrofe climática.
Alto Comissário Para os Refugiados, António Guterres

 Na Somália, A situação ainda é agravada pelos dois conflitos armados permanentes, que levam milhares de somalis a fugir para os vizinhos Etiópia e Quénia.  A FAO pede 120 milhões de dólares suplementares para a região do Corno de África, e a sua sede em Roma, recebe na segunda feira uma cimeira de urgência para discutir a crise alimentar no Corno de África, causada pela pior seca das décadas, que já levou à declaração de fome em duas regiões da Somália.

Segundo a ONU, a crise alimentar já matou dezenas de milhares de pessoas naquela região de África. Na passada quarta feira, as Nações Unidas declararam, pela primeira vez desde 1952, que duas regiões somalis vivem uma situação de fome, com 3,7 milhões de pessoas a necessitarem de assistência humanitária urgente. Há mais de oito milhões de pessoas, no Quénia e na Etiópia, a necessitarem de alimentos.


A situação da Somália torna-se particularmente grave devido aos seus conflitos internos, sem um governo desde 1991, com falta de segurança, facto que levou as ONG a abandonarem as zonas que agora chegaram ao estado de fome.


Estas duas regiões são controladas pela milícia Al-Shabab, com ligações à Al-Qaeda, mas face à gravidade da situação, os islamitas levantaram o bloqueio às ONG e ao Programa Alimentar Municipal. Só que os organismos exigem garantias de que os alimentos não serão desviados pelos milicianos e que os seus trabalhadores não serão atacados.


O Banco Mundial já avançou com mais de 353 milhões de euros para ajudar a resolver a grave situação no Corno de África, assolada pela seca, fome e conflitos internos. Esta decisão por parte do Banco Mundial, foi anunciada pouco antes do início da reunião de Roma, convocada pela FAO, para resolver a crise.




Neste Mundo tão confuso e flagelado por tantos conflitos armados e económicos, catástrofes ecológicas, parece-me ainda ser lícito contar com a solidariedade, voluntariado e ajuda efectiva de uma boa parte da humanidade...















2 comentários:

Claudia disse...

É de cortar o coração essa situação. Que possam rapidamente criar uma solução o mais rápido possível.
Parabéns polo post!

Maria Haydée Nogueira disse...

Obrigada mais uma vez, Claudia.
Tive ocasião de acompanhar, de perto, esta catástrofe mundial!
Não se vê um fim para isto.
Bjs.

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