sexta-feira, outubro 31, 2014
OS U2 LANÇAM "SONGS OF INNOCENSE". PROMETEM NOVA TOURNÉE E MAIS UMA VISITA A PORTUGAL...
As últimas canções do novo álbum do U2 foram lançadas oficialmente sexta-feira, 10 de outubro, semanas após este ter
sido lançado gratuitamente no iTunes.
Songs of Innocence, mais que qualquer outro LP, é inspirado pela
adolescência da banda em Dublin na década de 70.
"É um álbum de Dublin, sobre ser adolescentes na
Northside e sobre como a nossa cidade nos formou como homens e músicos", disse Bono.
E acrescentou: "Há um poeta chamado William Blake,
que teve uma grande influência no meu crescimento. Tinha dois livros de poesia, Songs of
Innocence e Songs of Experience".
O vocalista revelou a fonte de inspiração de cada faixa:
The Miracle (de Joey Ramone): Bono canta sobre o
herói musical de sua infância Joey Ramone, e a primeira vez que ouviu os
Ramones quando ele canta: "O som mais bonito que eu já ouvi".
Bono alegou sempre
que o ícone do punk dos anos 70 foi uma de suas maiores influências. Ele não
era um cantor de punk : "Eu ouvi Joey Ramone, que cantava como uma menina,
era o meu caminho".
Every Breaking Wave: A letra sugere um rompimento iminente e mais
preocupações de adultos, como as lutas de um relacionamento de longo prazo.
No álbum Bono observa: "Edge recorda o seu primeiro
amor, Aislinn, depois do seu primeiro concerto dos Ramones no State Cinema em
Dublin".
California (There Is No End to Love): O som, que é uma
homenagem aos Beach Boys, Bono revelou que é sobre a primeira viagem do grupo à
Califórnia, no início de 1980.
"LA parecia o oposto de Dublin", disse Bono.
"Eu lembro-me de Edge, Adam, Larry e eu descermos do avião na Califórnia e,
olhando para um para o outro, dizermos ‘Isto é melhor do que nos filmes’ e era
apenas o aeroporto!".
Song for Someone: Esta música é sobre o primeiro amor, e acredita-se ter
sido inspirado pela esposa de Bono, Ali. O casal conheceu-se quando Bono tinha 13 anos e Ali
tinha 12.
Acrescentou: "Se houver um beijo que roubei de sua
boca, se há uma luz, não deixe sair".
Iris (Hold Me Close): Bono tinha 14 anos quando a sua mãe Iris morreu
repentinamente, vítima de um aneurisma cerebral, em 1974. A música mais
emocionalmente crua do álbum, traz os confrontos da perda súbita de um menino
de sua mãe. "Devo isto a Iris", diz Bono nos créditos do álbum.
"Preenchi a sua ausência com música".
Volcano: Bono escreve e canta sobre a raiva de um jovem revoltado
lutando com a perda de sua mãe, com as palavras: "Algo em que você quer
explodir".
Raised by Wolves: Esta canção conta a história de Bono e as lembranças do
amigo do carro-bomba em Dublin, em 1974. A letra da canção incluem:
"Menino vê seu pai esmagado sob o peso / de uma cruz em uma paixão, onde a
paixão é o ódio".
Cedarwood Road: Bono cresceu na casa 10 da Cedarwood Road, em Dublin com
os amigos Guggi Rowan e Gavin Friday, com quem mantém-se próximo até hoje.
“Você não pode voltar para onde você nunca saiu ", canta Bono.
Sleep Like a Baby Tonight: As letras obscuras
desta canção referem-se aos escândalos de abuso infantil da Igreja Católica,
com as palavras mordazes: "Você se veste com as cores do perdão, seus
olhos vermelhos como o Natal, vestes roxas são dobradas na cadeira da
cozinha".
This Is Where You Can Reach Me: A canção é inspirada em
um concerto do Clash que o U2 participou em 1977 e é uma canção de amor para a
banda do Joe Strummer. "Nós assinamos nossas vidas", canta Bono.
The Troubles: Mais uma canção sobre Bono e a perda da sua mãe. "Eu
tenho uma vontade de sobrevivência / Então tu podes ferir-me / Então magoar-me ainda
mais / Eu posso viver com a negação / Mas tu não és problema mais/ canta o
vocalista.
A versão de luxo de Songs of Innocence inclui as faixas
bonus Lucifer’s Hands, que caracteriza o álbum, quando Bono canta: "posso
mudar o mundo, mas eu não posso mudar o mundo em mim".
The Crystal Ballroom: recorda a juventude da banda, como
costumava ser o nome do pub McGonagles em Dublin, agora deitado a baixo.
As outras duas faixas extras são versões alternativas de
The Troubles e Sleep Like a Baby Tonight.
Mais sobre os U2:
Etiquetas:
CULTURA-Música Pop.songs of Innocense.U2.
segunda-feira, outubro 27, 2014
domingo, outubro 26, 2014
PELA NOITE, COM PEDRO HOMEM DE MELO: " O RAPAZ DA CAMISOLA VERDE "
O RAPAZ DA
CAMISOLA VERDE
De mãos nos
bolso e de olhar distante,
Jeito de
marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz
de camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Perguntei-lhe
quem era e ele me disse
“Sou do
monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz
de camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Porque me
assaltam turvos pensamentos?
Na minha
frente estava um condenado.
Vai-te,
rapaz da camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Ouvindo-me,
quedou-se o bravo moço,
Indiferente
à raiva do meu brado,
E ali ficou
de camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Soube depois
ali que se perdera
Esse que só
eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz
da camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Ai do rapaz
da camisola verde,
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
Negra
madeixa ao vento,
Boina maruja
ao lado.
PEDRO HOMEM
DE MELO
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POEMAS SOLTOS- O Rapaz da Camisola Verde.
sábado, outubro 25, 2014
NA TARDE, COM DAVID MOURÃO-FERREIRA: " ALVORADA "
ALVORADA
E de súbito
um corpo!
Alvorada sombria,
Alvorada
nefasta envolta nuns cabelos.....
Eram negros
e vivos. Quem sofria,
Só de
vê-los?
Eram negros;
e vivos como chamas.
Brilhavam,
azulados sob a chuva.
Brilhavam,
azulados, como escamas
De sereia sombria,
sob a chuva...
Veio cedo de
mais a trovoada:
O vento me
lembrou
De quem eu
sou.
- Alvorada
suspensa! Contemplada
por alguém
que chegou a uma sacada
e à beira da
varanda vacilou.
DAVID
MOURÃO-FERREIRA
quinta-feira, outubro 23, 2014
PELA NOITE, COM MIGUEL TORGA:"LIBERDADE"
LIBERDADE
Liberdade,
que estais no céu...
Rezava o
padre-nosso que sabia,
A pedir-te,
humildemente,
O pio de
cada dia.
Mas a tua
bondade omnipotente
Nem me
ouvia.
— Liberdade,
que estais na terra...
E a minha
voz crescia
De emoção.
Mas um
silêncio triste sepultava
A fé que
ressumava
Da oração.
Até que um
dia, corajosamente,
Olhei noutro
sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear,
enfim,
O pão da
minha fome.
— Liberdade,
que estais em mim,
Santificado
seja o vosso nome.
MIGUEL TORGA,
in 'Diário
XII'
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POEMAS SOLTOS-Liberdade. Miguel Torga.
" A HISTÓRIA PARTILHADA.TESOUROS DOS PALÁCIOS REAIS DE ESPANHA"- Fundação Calouste Gulbenkian
São 140 obras que chegaram a Portugal pela primeira vez.
Algumas têm assinatura de pintores como Goya, Caravaggio, Tintoreto ou
Velázquez.
O património não se faz só de monumentos. A prová-lo está
a exposição que inaugura esta quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em
Lisboa, e que revela 140 obras do património espanhol.
"A história partilhada. Tesouros dos Palácios Reais
de Espanha" é uma mostra em que se pode apreciar obras de nomes maiores da
pintura, como Goya, Caravaggio, Tintoreto ou Velázquez.A exposição é centrada no coleccionismo dos monarcas
espanhóis e aproxima os dois países, diz o director do Museu Gulbenkian, João
Castel-Branco.
Além de pintura, esta exposição única que chega a Lisboa
exibe também escultura, armaria, arte sacra e mobiliário. Pilar García, uma das
curadoras, diz que é a primeira vez que são mostradas em Portugal todas estas
obras.
“Nenhuma das obras que está nesta exposição pisou antes
solo português. Tivemos muito cuidado com isso. Sabemos que temos nas colecções
reais espanholas muitas obras relacionadas com Portugal mas que já estiveram cá
noutras exposições. Por exemplo, já emprestámos muitas vezes objectos
indo-portugueses mas, desta vez, quisemos que nenhuma destas peças estive
estado antes em Portugal.”
Há dois anos que a Gulbenkian e o Património de Espanha
trabalham nesta exposição que, de acordo com o curador Álvaro del Campo, é
ambiciosa. “Acho que é um projeto muito ambicioso, porque tenta
falar de muitas coisas e tem muitas leituras cruzadas. Mas posso destacar
algumas linhas. Uma das mais importantes, são as relações e influências entre
as casas reais de Portugal e Espanha em toda a criação e em todas as obras de
arte e de objectos culturais do património real.”
As obras pertencem ao Património Nacional de Espanha, que
depende da presidência do Governo espanhol e que tem a seu cargo o antigo
património real. É dos 22 edifícios tutelados que chegam as 140 peças expostas
em Lisboa. Há também obras de duas colecções particulares, do Museu
do Prado e do Museu Arqueológico Espanhol e uma do Museu Nacional de Arte
Antiga de Lisboa.
A mostra revela como foi criada a coleção da coroa
espanhola, para a qual Isabel, a Católica, teve um papel importante. Álvaro del
Campo, o curador da exposição, revela que é a monarca quem recebe o visitante ao
chegar à exposição.
“Começamos com Isabel - a Católica, rainha de Castela,
porque é uma filha de Portugal, mas não é só por isso. É a grande criadora, é
quem lança as bases do Estado moderno em Espanha e é a herdeira de um
património que vai ser depois a alma do património real que é todo o tesouro
que estava guardado na casa de Segóvia - O tesouro real dos Trastâmaras. Com a chegada da Casa da Áustria esse tesouro
é aumentado com a figura do imperador Carlos V que, como sabem, estava casado
com Isabel de Portugal e que vai garanti-lo perante Filipe II”, explica.
Também na entrada da exposição é dado ao visitante ao
entrar um folheto, uma árvore genealógica que espalha as relações familiares
entre Portugal e Espanha e as suas casas reais.
Igualmente importante para a história do colecionismo foi a
figura de Filipe II. “Devemos lembrarmo-nos que tem quase mais sangue português
que espanhol. É de família. E isso podem vê-lo muito bem na árvore genealógica
que está no início da exposição e que deixa muito claro quais são as relações
familiares durante estes séculos”, segundo Álvaro del Campo.
O curador sublinha que Filipe II, no seu testamento,
estabelece que há três coleções fundamentais e são essas que vão permanecer e
ser enriquecidas nos reinados seguintes.
O grande empreendimento artístico é a criação do Mosteiro
do Escorial. No meio da exposição de paredes azuis escuras e brancas, Álvaro
del Campo sublinha a importância do monumento, que integra um panteão, um
centro de conhecimento e religioso e, ao mesmo tempo, um palácio para o rei.
De lá vieram algumas peças exemplares das artes ali
expostas. Há pinturas de Tessiano,
Tintoretto, El Greco; objetos para fins litúrgicos e muitas obras preciosidades
mostradas em Lisboa, onde poderão também ser vistas obras dos mosteiros de
clausura.
As 140 peças estão expostas em duas salas da Gulbenkian, até
25 de Janeiro.
Lá estarei, se Deus quiser.
Para saber mais sobre esta mostra:
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
22 de outubro 2014 - 25 de janeiro 2015
Galerias de exposições temporárias
Fundação Calouste Gulbenkian e
Museu Calouste Gulbenkian
Fundação Calouste Gulbenkian e
Museu Calouste Gulbenkian
3ª feira a domingo das 10.00 – 18.00 horas (última entrada 17.30 horas).
Encerra 2ª feira e nos seguintes dias: 24, 25 de dezembro e 1 de janeiro
Encerra 2ª feira e nos seguintes dias: 24, 25 de dezembro e 1 de janeiro
Algumas das obras expostas:
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Pinturas atribuídas a
Gerard Horenbout (c. 1465-1541) ou a pintores espanhóis. BreviariumEspanha,
final do século XV.
Códice sobre pergaminho com iluminura. 19,8 x 14,3 cm
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Juan Pantoja de la Cruz
(1553-1608). Retrato de Carlos V com Armadura 1608. Óleo sobre tela. |
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Óleo sobre tela |
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Bernard
van Orley (1491-1541/1542). Pieter de Pannemaker (at. 1517-1535). Tapeçaria “Queda a. Caminho do Calvário”. Bruxelas, c. 1518-1523. Ouro, prata, seda e lã. |
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Antón Peffenhauser
(1525-1603). Armadura de aparato de Filipe II. Augsburgo, c. 1560.
Aço
repuxado, pavonado, cinzelado e gravado
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Andrea Vaccaro
(1604-1670). Milagroso Abastecimento de Um Convento Teatino. c. 1660-1661. Óleo sobre tela. |
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Jan Cossiers (1660-1671)
segundo composição de Peter Paul Rubens (1577-1640). A Morte de Jacinto. 1636-
1638. Óleo sobre tela. |
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Andrea Vaccaro (1604-1670). Milagroso Abastecimento de Um Convento Teatino. c. 1660-1661. Óleo sobre tela. |
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Manuel Pereira
(1588-1683). Santa Isabel de Portugal. Espanha, c. 1625. Madeira talhada policromada. |
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Doménikos
Theotokópoulus, El Greco (1541-1614). A Adoração do Nome de Jesus. c. 1577-1579
. Óleo sobre tela. |
![]() |
Autor desconhecido.
Arca-relicário. Espanha, 1729.
Madeira
|
![]() |
Madeira, vidro, ferro, ouro, esmalte, papel pintado. |
segunda-feira, outubro 20, 2014
domingo, outubro 19, 2014
À TARDINHA , COM PEDRO CHAGAS FREITAS: "AMA " (Prometo Falhar)
AMA.
Lavar os
dentes ao lado de quem amas.
Apalpar-lhe
descaradamente o rabo.
Comer
chocolates até te fartares.
Passar a
noite a dizer asneiras.
Beijar
sempre de língua.
Passar o
dia a dizer asneiras.
Mandar o
chefe bugiar.
Passar a
vida a dizer asneiras.
Deixar
declarações de amor escondidas pela casa.
Fazer o
teu pai feliz.
Preguiçar
regularmente.
Fazer a
tua mãe feliz.
Atirar o
despertador à parede periodicamente.
Fazer quem
tu puderes feliz.
Dormir
quinze ou vinte horas seguidas.
Pôr a mão
de fora do vidro do carro.
Pintar o
cabelo de azul ou de amarelo.
Pôr a
cabeça de fora do vidro do carro.
Cantar no
banho para todo o prédio ouvir.
Lamber a
tampa dos iogurtes.
Correr que
nem um louco na praia.
Falhar que
nem um burro só porque tentas.
Praticar
sexo oral com frequência.
Tentar que
nem um burro só porque queres.
Mudar a
decoração de casa num dia só.
Dançar
quando estás feliz.
Passar
horas só a cuidar de ti.
Dançar
quando estás triste.
Dizer bem
de quem amas.
Enfiar o
dedo no nariz às escondidas.
Dizer bem
de quem não amas.
Dançar
enquanto estás vivo.
Guardar
segredos inconfessáveis.
Experimentar
posições sexuais improváveis.
Contar
segredos inconfessáveis.
Masturbares-te
sem qualquer culpa.
Ter
segredos inconfessáveis.
Ver quanto
dá o teu carro.
Dizer o
que não se pode dizer.
Cagar
assiduamente nas convenções sociais.
Sonhar com
o que não pode acontecer.
O orgasmo
sempre que puderes.
Coçar e
ser coçado nas costas.
O gemido
sempre que souberes.
Passar
muitas horas a contar anedotas.
Adormecer
todo torto no sofá.
Passar
muitas horas a ouvir anedotas.
Rir que
nem um desalmado.
Fazer um
penteado estrambólico só porque te apetece mudar.
Rir por
tudo e por nada.
Chorar a
torto e a direito.
Rebolar na
areia quando estás todo molhado.
Chorar
porque também é um direito.
Abraçar o
teu gato ou o teu cão.
Mandar a
austeridade tomar no cu.
Beijar
incansavelmente.
Não te
levares minimamente a sério.
Dispensar
quem te chateia.
Tocar um
instrumento qualquer.
Perdoar
quem é humano.
Desistir
do que não te serve.
Lutar pelo
direito à parvoíce.
Escrever
um livro.
Dar
prioridade ao prazer.
Ler um
livro.
Nunca
desistir de quem amas.
Aprender
desvairadamente.
Fazer
cadeirinha com quem amas.
Ensinar
desvairadamente.
Perder a
respiração pelo menos uma vez por dia.
Nascer
pelo menos mais uma vez do que as vezes em que morreres.
Viver
desvairadamente.
Te.
PEDRO
CHAGAS FREITAS,
in
"Prometo Falhar"
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