sexta-feira, maio 15, 2015

A GUITARRA "LUCILLE" FICOU SEM O SEU MESTRE - B.B. King (1925-2015) deixou-nos





 Ser um cantor de blues é como ser negro duas vezes. 
Quando o movimento dos direitos civis estava a lutar pelo respeito pelos negros, senti que estava a lutar pelo respeito pelos blues...
BB King



Morreu B.B. King, o guitarrista e cantor que se tornou uma lenda do blues. O músico tinha 89 anos e morreu em Las Vegas, nos EUA, na noite de quinta-feira. Deixa para trás uma vida de melodias inconfundíveis, mais de dez mil actuações ao vivo, 15 Grammy e Lucille , o nome que dava a todas as suas guitarras Gibson.

Riley Ben King, mais conhecido como B.B. King, sendo as primeiras iniciais relativas a Blues Boy, parte do seu nome de DJ em Memphis. Natural do estado do Mississippi, é considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos.



Cresceu numa plantação naquele estado do Sul dos EUA e começou a tocar em bares apenas para negros e em salões de baile na década de 1940, quando a sua mãe já tinha morrido e o pai saído de cena, deixando para trás os anos que passou a trabalhar como ajudante na apanha do algodão. Nascido em 1925 e com memórias da Grande Depressão, os seus primeiros contactos com a música estão intimamente ligados ao gospel.

Parte da listagem dos mais importantes músicos dos EUA e do mundo desde 1987, quando foi integrado no Rock and Roll Hall of Fame, soma mais de 30 nomeações para os Grammy e é autor de canções como Three o'clock blues, depois de ter sido descoberto por Ike Turner. Este é o seu primeiro êxito, datado de 1951, The thrill is gone ou When love comes to town (com os U2).

A revista Rolling Stone colocou-o em terceiro lugar no top dos melhores guitarristas de todos os tempos, sendo apenas suplantado por Jimi Hendrix e Duane Allman. Trabalhou ao longo da sua carreira com alguns dos mais importantes nomes do rock como Eric Clapton, George Harrison, os Rolling Stones, David Gilmour, U2 ou Joe Cocker.



As suas guitarras acompanhavam-no para todo o lado, donas do vibrato esquerdino que King lhes imprimia. 

Foi durante um baile em que o músico tocava, na vila de Twist, no estado do Arkansas, que dois homens começaram a lutar e, acidentalmente, incendiaram o recinto. No meio da confusão, reza a história, que o músico correu para salvar a sua guitarra. Chamou-lhe, e às suas sucessoras, Lucille. Era o nome da mulher que dera origem à luta entre os dois homens.  


Descanse em paz. 








2 comentários:

artista sem pena disse...

Pois é...Mas a musicalidade do mestre vai continuar eternamente!
Um abraço!

M.H. R.M. disse...

Verdade. Tive imensa pena. Ainda há semanas também Ben B. King nos deixou.
O jazz ficou bem mais pobre. Obrigada Abraço de Portugal.

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