segunda-feira, janeiro 30, 2017
CIENTISTAS ATÓMICOS AVANÇAM DOIS MINUTOS E MEIO OS PONTEIROS DO RELÓGIO DO DIA DO JUÍZO FINAL(DOOMSDAY CLOCK)
O Boletim dos Cientistas Atómicos decidiu avançar dois minutos e meio
os ponteiros do Relógio do Dia do Juízo Final (Doomsday Clock).
2017
:
Durante os últimos dois anos, o ponteiro dos minutos do Relógio do Juízo Final
ficou fixado em três minutos antes da hora, o mais perto da meia-noite desde o
início de 1980.

A causa desta decisão,
foi o início da presidência de Donald Trump nos Estados Unidos.
Na Declaração Relógio do Juízo Final 2017, o Conselho do Boletim da Ciência e Segurança observa que os líderes
mundiais não conseguiram enfrentar as ameaças existenciais mais urgentes da
humanidade: armas nucleares climáticas. Os comentários perturbadores sobre o
uso e proliferação de armas nucleares feitos por Donald Trump, bem como a
descrença expressa no esmagador consenso científico sobre a mudança climática,
expressos por Trump e vários de seus nomeados pelo seu gabinete, afetaram a
decisão da Diretoria, assim como o
surgimento de focos do Nacionalismo em todo o mundo.
Quando o relógio
começou a funcionar, ficou definido nos sete minutos até à meia-noite. O mais perto
da meia-noite que o relógio Doomdsay esteve, foi em 1953, quando os EUA e a União Soviética ensaiaram bombas de
hidrogénio. Naquele ano, o relógio ficou programado para dois minutos até à
meia-noite.
Uma linha de tempo interativa das etapas do relógio, pode ser vista no site do BAS:
domingo, janeiro 29, 2017
MORRE EMMANUELLE RIVA(1927-2017), PROTAGONISTA DE "HIROSHIMA, MEU AMOR...
Emmanuelle Riva, diva do cinema
francês, faleceu em Paris na noite desta sexta-feira, 27 de janeiro. Tinha 89
anos e travava uma batalha contra o cancro, com o qual lutava em segredo, há
já alguns anos.
Emmanuelle era uma mulher
comovente, uma artista de rara exigência. Cala-se uma voz inesquecível. Uma voz
habitada pelo amor das palavras e da poesia.
O seu primeiro destaque no cinema
foi com o mítico Hiroshima Mon Amour (1959), dirigido por Alain Resnais, que
lhe valeu uma nomeação para os Prémios BAFTA. As décadas seguintes proporcionaram-lhe
muito trabalho no cinema e também na televisão, como em Thérèse Desqueyroux e A
Liberdade é Azul. A consagração, no entando, aconteceu com Amor (2012), que lhe valeu o César, prémio de melhor atriz(2013), e
também uma nomeação para o prémio Oscar.
Aos 85 anos e 321 dias, tornou-se na mulher mais velha a ser nomeada para este
prémio.
O último filme no qual Emmanuelle
participou, Paris Pieds Nus (Paris pés nus), de Fiona Gordon e
Dominique Abel, deve estrear-se em março deste ano em França.
Descanse em paz, Emmanuelle.
Os cinéfilos em todo o planeta, agradecem tudo o que fez pela sétima arte.
sábado, janeiro 28, 2017
PORQUE O NOVO ANO NÃO COMEÇOU HÁ MUITO...
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano
Não é o último dia do
tempo.
Outros dias virão
E novas coxas e ventres
te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas,
rasgarás papéis,
Farás viagens e tantas
celebrações
De aniversário,
formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia
E coral,
Que o tempo ficará
repleto e não ouvirás o clamor,
Os irreparáveis uivos
Do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
Não é o último dia de
tudo.
Fica sempre uma franja
de vida
Onde se sentam dois
homens.
Um homem e seu
contrário,
Uma mulher e seu pé,
Um corpo e sua memória,
Um olho e seu brilho,
Uma voz e seu eco.
E quem sabe até se
Deus...
Recebe com simplicidade
este presente do acaso.
Mereceste viver mais um
ano.
Desejarias viver sempre
e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô
também.
Em ti mesmo muita
coisa, já se expirou, outras espreitam a morte,
Mas estás vivo. Ainda
uma vez estás vivo,
E de copo na mão
Esperas amanhecer.
O recurso de se
embriagar.
O recurso da dança e do
grito,
O recurso da bola
colorida,
O recurso de Kant e da
poesia,
Todos eles... e nenhum
resolve.
Surge a manhã de um
novo ano.
As coisas estão limpas,
ordenadas.
O corpo gasto renova-se
em espuma.
Todos os sentidos
alerta funcionam.
A boca está comendo
vida.
A boca está entupida de
vida.
A vida escorre da boca,
Lambuza as mãos, a
calçada.
A vida é gorda, oleosa,
mortal, subreptícia.
CARLOS DRUMMOND DE
ANDRADE
ESTA NOITE A MÚSICA ANDA NO AR, COM A INCRÍVEL KATIE MELUA
Katie Melua
tornou-se numa das cantoras britânicas mais bem-sucedidas deste milénio, um
verdadeiro fenómeno, ao vender mais de 11 milhões de álbuns, 1 milhão de bilhetes
para concertos e ao receber 56 prémios de platina.

“...Porque nós começamos
tão bem, Mike proporcionou-me experimentar a cantar as suas canções. Ainda me
lembro quando ele me pediu para improvisar Call
Off The Search. Como cantora, é raro receber essa liberdade. No final da sessão,
Mike contratou-me".
Escrevendo
separadamente e gravando juntos nos finais de semana, os dois construíram uma
coletânea de músicas que formariam o álbum Call Off The Search, um ano mais tarde.
Houve uma viagem a Dublin,
onde a Orquestra Filarmónica Irlandesa incluiu um instrumental de cordas na sua atuação, facto que comoveu Katie até às lagrimas: “Para ouvir músicas que eu
tinha escrito, tocadas por instrumentos de cordas pela primeira vez, foi um momento
mágico que nunca poderei esquecer"…
terça-feira, janeiro 24, 2017
PELA NOITE, COM FERNANDO PESSOA: "POUSA UM POUCO"
Pousa um momento,
Um só momento em mim,
Não só o olhar, também o pensamento.
Que a vida tenha fim,
Nesse momento!
No olhar a alma olhando-me
Também, e eu a ver
Tudo quanto de ti o teu olhar tem.
A ver até esquecer
Que tu és tu também.
Só a alma sem tu
Só o teu pensamento
E eu onde, alma sem eu
Tudo o que sou
Ficou com o momento
E o momento parou.
FERNANDO PESSOA,
in"Poesias Inéditas"
(1919-1930)
segunda-feira, janeiro 23, 2017
PELA NOITE, COM ALBERTO CAEIRO (Het. FERNANDO PESSOA): "EU SOU DO TAMANHO DO QUE VEJO"
EU SOU DO TAMANHO DO
QUE VEJO
Da minha aldeia veio
quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia
é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do
tamanho do que vejo
E não, do tamanho da
minha altura...
Nas cidades a vida é
mais pequena
Que aqui na minha casa
no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes
casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte,
empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos
porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres
porque a nossa única riqueza é ver.
ALBERTO CAEIRO
(Het.
FERNANDO PESSOA),
in
"O Guardador de Rebanhos - Poema VII"
UM POUCO DE PEDRO CHAGAS FREITAS: A MULHER INTELIGENTE (QUERES CASAR COMIGO, BÁRBARA?)
A MULHER INTELIGENTE
Sou doente pela mulher
inteligente.
Sou fanático pela
mulher inteligente. Sou viciado na inteligência da mulher inteligente. Preciso
dela, exijo-a a toda a hora, persigo-a como um cão com fome persegue o osso.
Sou obcecado pela mulher inteligente. A mulher inteligente é a criação suprema
de Deus. A mulher inteligente é o próprio Deus. A mulher inteligente, suspeito,
deve ser mesmo uma forma superior do próprio Deus. Até Deus tem inveja da
mulher inteligente. Meu Deus.
A mulher inteligente
despreza o que a mulher não-inteligente ama.
A mulher inteligente
não quer saber da conta bancária, não quer saber da marca do carro, da
maquilhagem na cara. A mulher inteligente veste Prada a cada vez que fala, a
cada vez que pensa. A mulher inteligente faz do que é um estilo, do que defende
uma lei, do que parece uma moda. A mulher inteligente faz do tesão um estado de
alma. A mulher inteligente dá-me tesão. Mmmm.
Partilhar a vida com
uma mulher inteligente é a única forma de partilha possível.
Só com ela consigo
partilhar, só a ela consigo dizer tudo o que sinto, tudo o que sou. Só ela
saberá como eu sei – e depois de pensar um pouco saberá muito melhor do que eu
sei – aquilo que eu quero dizer com aquilo que eu estou a dizer. Sim: a mulher
inteligente sabe mais do seu homem do que alguma vez o próprio homem saberá. E
só um homem burro se sente inferiorizado com uma mulher inteligente. Viver com
uma mulher inteligente é um milagre que só mentes pequenas não gozam à grande.
Viver com uma mulher inteligente é um privilégio que muito poucos estão à
altura de degustar. Não é qualquer um que está à altura de rastejar e de ser
rastejado. Viver com uma mulher inteligente não é uma humilhação – é uma
diversão, uma animação, um verdadeiro vulcão. E é só dentro de um vulcão que a
temperatura aquece. Ai.
A mulher inteligente
aquece – as outras nem aquecem nem arrefecem.
PEDRO CHAGAS FREITAS,
in "Queres Casar Comigo Todos os Dias, Bárbara?"
PELA TARDE, COM ALBERTO CAEIRO (HET. FERNANDO PESSOA): "QUANDO VIER A PRIMAVERA"
QUANDO VIER A PRIMAVERA
Quando vier a
Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da
mesma maneira
E as árvores não serão
menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa
de mim.
Sinto uma alegria
enorme
Ao pensar que a minha
morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã
morria
E a Primavera era
depois de amanhã,
Morreria contente,
porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo,
quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja
real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim
seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer
agora, morro contente,
Porque tudo é real e
tudo está certo.
Podem rezar latim sobre
o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem
dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências
para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for,
é que será o que é.
ALBERTO CAEIRO,
in
"Poemas Inconjuntos"
(Het.
de FERNANDO PESSOA)
Voz: Pedro Lamares
quinta-feira, janeiro 19, 2017
PELA NOITE, COM HERBERTO HELDER: "BICICLETA"
BICICLETA
Lá vai a bicicleta do poeta em direção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais -
lá vai o poeta em direção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre,
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
HERBERTO HELDER
(Cinco Canções Lunares),
in Poemas Completos, pág.243
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais -
lá vai o poeta em direção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre,
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
HERBERTO HELDER
(Cinco Canções Lunares),
in Poemas Completos, pág.243
quarta-feira, janeiro 18, 2017
RASTOS DO TEMPO
Rastos do Tempo
é um documento em vídeo, testemunho magnífico de uma espécie de montra ou
mostra dos esquecidos. Esquecidos do tempo e, quase sempre, dos homens.
Com fotografias de
Armando Jorge, música e edição de Chico Gouveia, Rastos do Tempo pretende ser
um singelo documento das ruínas do mundo rural português. Mas também constitui
um aceno de esperança.
A banda sonora, com
música, arranjo, orquestração e interpretação de Chico Gouveia, sobre um tema
original de José Neves, é sóbria e adequada, fiel às intenções do vídeo.
Os rastos e os rostos
de um Portugal profundo, que somos todos nós, contam a vida que nos sustentou.
Que, apesar de todas as promessas, de todas as europas e do mundo todo, ainda
nos sustentam.
Este é o Portugal de
sempre.
O Portugal eterno.
Etiquetas:
ATUALIDADE- Rastos do Tempo
segunda-feira, janeiro 16, 2017
PELA NOITE, COM FLORA FIGUEIREDO: "QUANDO DEUS FEZ A EMOÇÃO"
QUANDO DEUS CRIOU A
EMOÇÃO
Quando Deus criou a
emoção
Ele a fez natural e
equilibrada
de forma tal,
que a lágrima veio
então dosada
nas justas proporções
do açúcar e do sal.
Foi o homem que a
tornou exacerbada
e conflitante.
É que Deus num
momento descuidado
ficou entusiasmado:
inventou o poeta e o
amante.
FLORA FIGUEIREDO
domingo, janeiro 15, 2017
PRÉMIOS GLOBOS DE OURO 2017(CINEMA) - Principais Vencedores
Os Prémios Globo de Ouro de 2017 (74th Golden Globe Awards) galardoaram os melhores profissionais de cinema e televisão, filmes e programas televisivos de 2016. A cerimónia foi televisionada ao vivo pela NBC a partir do Hotel Beverly Hilton na cidade de Beverly Hills, no passado dia 8 de Janeiro de 2017. A produção do espetáculo foi realizada pela Dick Clark Productions em conjunto com a Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood.
Em 2 de Agosto de 2016 foi
anunciado que o ator e comediante Jimmy Fallon seria o anfitrião da cerimónia. No
dia 12 de Dezembro de 2016, as nomeações nas diversas categorias foram
reveladas e a 3 de Novembro de 2016 foi anunciado ser a atriz Meryl Streep a vencedora
do Prémio Cecil B. DeMille, Prémio Carreira.
“La
La Land” triunfou na 74ª edição dos Globos de Ouro ao
conquistar todas as categorias para que estava nomeado, sete no total: Melhor
Filme – Comédia ou Musical, Melhor Realizador (Damien Chazelle), Melhor Ator –
Comédia ou Musical (Ryan Gosling), Melhor Atriz – Comédia ou Musical (Emma
Stone), Melhor Canção, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento.
“Moonlight”
que estava nomeado para seis categorias acabou por sair vencerdor apenas numa,
mas ganhou o prémio mais importante, o Prémio de Melhor Filme – Drama. A
francesa Isabelle Huppert venceu o globo de Melhor Atriz – Drama, pelo seu
desempenho em “Elle”, filme que
venceu também o globo de Melhor Filme Estrangeiro. O Prémio de Melhor Ator –Drama
foi para Casey Affleck, em “Manchester by
the Sea”. “Zootrópolis” venceu o
globo de Melhor Filme de Animação.
A atriz Meryl Streep
foi homenageada com o Prémio Cecil B. DeMille, em reconhecimento do seu
trabalho no cinema, tendo-se tornado num modelo dos últimos 40 anos, com trinta
nomeações para os Prémios Globos de Ouro. O seu discurso focou-se na multiculturalidade
de Hollywood, relembrando que Hollywood vive muito dos estrangeiros, e na
importância e defesa dos jornalistas. A sua mensagem, a mais forte e emotiva da
noite, foi uma dura crítica às políticas de Trump, que ameaça expulsar os
estrangeiros do país.
VENCEDORES:
Melhor
Filme — Comédia ou Musical: La La Land
Melhor
Filme — Drama:
Moonlight
Melhor
Filme de Animação: Zootrópolis
Melhor
Realização: Damien Chazelle, por La La Land
Melhor
Filme Estrangeiro:
Elle (França)
Melhor
Ator — Comédia ou Musical:
Ryan Gosling, em La La Land
Melhor
Atriz — Comédia ou Musical:
Emma Stone, em La La Land
Melhor
Ator — Drama: Casey Affleck, em Manchester by the Sea
Melhor
Atriz — Drama:
Isabelle Huppert, em Elle
Melhor
Ator Secundário:
Aaron Taylor Johnson, em Animais Noturnos
Melhor
Atriz Secundária:
Viola Davis, em Vedações
Melhor
Argumento:
La La Land
Melhor
Canção: “City of Stars”, La La Land
Melhor
Banda Sonora:
La La Land
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