quarta-feira, outubro 03, 2012

5 DE OUTUBRO DE 2012 - 102 Anos de República - Última comemoração










 Pela última vez dia de feriado nacional, por atuais disposições governamentais, comemoram-se neste 5 de Outubro de 2012, 102 anos de República em Portugal. Resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português, que no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou  um regime republicano em Portugal.

A sujeição do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos excessivos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e de se adaptar à modernidade - tudo bem contribuiu para um inexorável processo de desgaste da monarquia portuguesa, do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, soube tirar o melhor proveito. Por contraponto, o Partido Republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal no caminho do progresso.

Após a relutância do exército em combater os dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.

Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911, que marcou o início da Primeira República.

A partir do 5 de Outubro, a bandeira portuguesa foi substituída. As cores verde e vermelho significam a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos, os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques, as cinco quinas significam os cinco reis mouros derrotados por este Rei e, finalmente, os cinco pontos em cada uma, as cinco chagas de Cristo. O hino "A Portuguesa", composto por Alfredo Keil, tornou-se o hino nacional.










2 comentários:

peonia disse...

Objectividade, aprofundamento e bom gosto na abordagem do tema!
Abraço amigo.

M.H. R.M. disse...

Obrigada, Peonia.
Foi com pena e emoção que, pela última vez,comemorei aqui a Implantação da República Portuguesa.
Bj.

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