Mostrar mensagens com a etiqueta em Portugal.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta em Portugal.. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, dezembro 19, 2013

"IL DIVO" LANÇAM O SEU NOVO ÁLBUM "A MUSICAL AFFAIR" ESTE MÊS, EM PORTUGAL






Este sexto disco da carreira do quarteto chama-se “A Musical Affair” e reúne uma compilação de grandes canções inspiradas nos músicais da Broadway, como O Fantasma da Opera, Carousel, West Side Story entre outros.  Inclui ainda poderosos duetos com Barbra Streisand, Kristin Chenoweth, Nicole Sherzinger, Heather Headley e Michael Ball.

O álbum ilustra a assinatura romântica da banda, com interpretações emocionantes de “Bring him home “ (Os Miseráveis), “”Some Enchanted Evening (South Pacific), “Memory” (Cats) ou ainda “Can you feel the love tonight” (The Lion King).


Já foram vendidos  mais de 26 Milhões de discos em todo o mundo,  e conquistaram mais de 50 primeiros lugares nos “rankings” de vendas. Em Portugal só estará disponível a partir de 24 de dezembro.



A fans portuguesas, expectantes, aguardam a sua apresentação ao vivo. Seria um belo presente de Natal...

Para mais:  Il Divo (Sítio Oficial) 







domingo, abril 28, 2013

DIA DA MÃE (5 de Maio de 2013, em Portugal) - Com Eugénio de Andrade




POEMA À MÃE

 No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda ouço a tua voz:
                     Era uma vez uma princesa
                   no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes -  a noite é enorme -,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

                                                                               
                                              Eugénio de Andrade (in Os Amantes sem Dinheiro)


(Mensagem dedicada a minha Mãe)


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...