Mostrar mensagens com a etiqueta ACTUALIDADE-RELIGIÃO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ACTUALIDADE-RELIGIÃO. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 15, 2011

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA -15 DE AGOSTO









Hoje, dia 15 de agosto de 2011, feriado nacional, celebra-se a Solenidade da Assunção de Maria em corpo e alma ao céu, em Portugal e todo o Mundo Católico. 


Dogma de fé, foi proclamado pela Igreja através da Bula "Munificentissimus Deus" de Sua Santidade o Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950:


"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito da Verdade, para glória de Deus Omnipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei Imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a  Imaculada Mãe de Deus, a Sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".





Religiosas

segunda-feira, março 07, 2011

PAPA BENTO XVI ILIBA JUDEUS-"Jesus de Nazaré II"


Os judeus não podem ser colectivamente culpabilizados pela morte de Jesus, afirma o Papa no seu mais recente livro, hoje anunciado e no qual aborda ainda o tema do sofrimento de Cristo e da sua traição às mãos de Judas. Este segundo volume de "Jesus de Nazaré" será apresentado no Vaticano no dia 10 de Março, ficando disponível em português logo no dia seguinte.
Jesus de Nazaré - Segundo volume

Já foram tornadas públicas diversas passagens deste recente livro de Bento XVI sobre Jesus Cristo. Este segundo volume de "Jesus de Nazaré" aborda os últimos dias da vida de Jesus, desde a sua entrada em Jerusalém até à ressurreição, passando naturalmente pela paixão e morte.

Dividido em nove capítulos, a narrativa acompanha os factos de forma cronológica, fazendo uma análise mais detalhada de vários aspectos, desde a data em que terá ocorrido a última ceia (uma vez que existem discrepâncias nos Evangelhos), até ao significado da traição de Judas e a culpabilização que ao longo da história se fez dos judeus, pela morte de Cristo.

Neste último ponto, o Bento XVI é enfático ao negar a tese da responsabilidade colectiva. A posição não é nova e foi mesmo oficializada no Segundo Concílio Vaticano, no documento Nostra Aetate: o Papa sublinha que, ao falar dos "judeus", o apóstolo João estava a referir-se especificamente à aristocracia do Templo e aos seguidores de Barrabás.

Outra passagem bíblica que tende a ser um obstáculo entre cristãos e judeus é a suposta maldição em que os judeus incorrem quando clamam, após a condenação de Jesus, "que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos". Aqui, o Papa inverte totalmente a lógica tradicional, transformando a alegada maldição em benção: "o cristão há-de recordar que o sangue de Jesus fala uma linguagem diferente do sangue de Abel: não pede vingança nem punição, mas é reconciliação. Não foi derramado contra ninguém, mas é sangue derramado por muitos, por todos".  Bento XVI explica ainda: "não é maldição, mas redenção, salvação".

Bento XVI  faz avaliação completa de "Jesus de Nazaré II"

Este trecho, em particular, já mereceu rasgados elogios de representantes da comunidade judaica internacional. O rabino David Rosen, responsável pelo diálogo com a Igreja Católica, recorda que as pessoas não tendem a ler documentos como o Nostra Aetate, assim este comentário do Papa terá, sem dúvida, um impacto maior e mais duradouro.

Também em Portugal a comunidade judaica reage com satisfação. Ester Mucznik, vice-presidente da Comunidade Israelita em Lisboa, reconhece que a posição não é nova, mas não deixa de realçar a sua importância: "Vem na mesma linha do Concílio Vaticano II, mas é muito importante que seja dito neste momento também pelo Papa Bento XVI. O argumento do Papa é irrefutável, é a posição oficial da Igreja e nesse sentido acho que é um elemento fundamental de combate ao anti-semitismo, do ponto de vista religioso".

Ontem foi a vez do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu louvar a atitude do Papa ao refutar, mais uma vez, a teoria que durante séculos serviu para justificar o anti-semitismo. Netanyahu manifestou a esperança de que "esta mostra de claridade e coragem reforce as relações entre judeus e cristãos em todo o mundo", afirmando ainda que as palavras de Bento XVI irão ajudar a construir a paz, durante gerações. Nesta mensagem que Netanyahu enviou ao Vaticano, o primeiro-ministro disse ainda que esperava poder encontrar-se em breve
com o Papa, para lhe manifestar o seu agradecimento pessoalmente.

Primeiro -ministro Benjamin Netanyahu

Regressando à analise de "Jesus de Nazaré II", noutra passagem, o Papa refere aquilo a que chama " o mistério da traição", sublinhando especificamente o papel de Judas na sua entrega às autoridades, mas fazendo um paralelo entre aquele acto e a actualidade: "A ruptura da amizade chega mesmo à comunidade sacramental da Igreja, onde há sempre de novo pessoas que partilham 'o seu pão' e O atraiçoam". Segundo Bento XVI, naquele momento Jesus sentiu não só o peso da traição de Judas, mas de todas as traições da história:

"Naquela hora, Jesus carregou a traição de todos os tempos, o sofrimento que deveria ser atraiçoado em cada tempo, suportando assim até ao fundo a miséria da história". Referindo-se ainda a Judas, acrescenta: " A segunda tragédia dele, depois da traição, é já não conseguir acreditar num perdão".

Ao longo do livro, Bento XVI nunca põe de parte os métodos exegéticos, mas afirma que estes, por si só, não chegam para conhecer verdadeiramente Jesus, sendo igualmente preciso ler as escrituras com os olhos da fé.
Jesus de Nazaré

"Embora continue a haver, naturalmente, detalhes a discutir, todavia espero que me tenha sido concedido aproximar-me da figura de Nosso Senhor de um modo que possa ser útil a todos os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar nele".

Não percamos e meditemos a leitura deste "Jesus da Nazaré II".

domingo, novembro 21, 2010

S.S.BENTO XVI E "A LUZ DO MUNDO"- O Uso do Preservativo



Sem temer polémicas, Bento XVI distancia-se da imagem de um Papa ultraconservador e admite a utilização do preservativo "em certos casos". Esta é a primeira vez que um Papa aceita o uso do preservativo, como solução possível no controle da disseminação do vírus da SIDA.


Uso do preservativo
As declarações que estão a agitar a opinião mundial constam do livro "Luz do Mundo", a ser lançado e apresentado à imprensa na próxima terça-feira, 23 de Novembro, pelo jornalista alemão Peter  Seewald.

São boas novas para a comunidade católica, eu mesma me me confesso encantada com esta decisão de S.Santidade, uma vez que a posição do Vaticano perante a sexualidade tem sido um dos principais pontos de tensão entre os fiéis e a cúria romana.
Os fiéis, quase sem excepção, concordam e elogiam a coragem de Bento XVI, segundo várias abordagens públicas a pessoas católicas ou não. D.João Torgal Ferreira, Bispo das forças armadas, considerou, hoje, um  "volte de face" que Bento XVI tenha admitido a utilização do preservativo
D. João Torgal  Ferreira
"em certos casos" para reduzir os riscos de contaminação da SIDA: " considero que é um estrondo, sem cair em excessos nem exageros, um volte de face com o qual me rejubilo", afirmou.

No livro, Bento XVI fala ainda do contexto das palavras polémicas na viagem aos Camarões e a Angola, no ano passado, onde disse que "a SIDA não pode resolver-se com a distribuição de preservativos, que agravam o problema".


Odon Vallet, especialista em História das Religiões, comenta a posição de Bento XVI: "esta nova atitude muda a visão sobre aqueles que usam o preservativo para evitar a transmissão do vírus da SIDA e em África ou na Ásia isto é muito importante".

Papa Bento XVI junto de líderes africanos


No entanto, o Papa diz que o preservativo "não é o caminho para se acabar com a infecção do HIV" que, segundo ele, passa por "humanizar a sexualidade e não banalizá-la".



Apesar de ainda manter a posição de que os preservativos não são a resposta para o vírus da SIDA, este passo mostra que o Papa está disposto a repensar a doutrina da Igreja Católica, de forma a que esta possa dar resposta aos diversos problemas que as sociedades destes tempos tão conturbados, colocam como um desafio constante, aos seus fiéis e às suas crenças.







Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...