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sexta-feira, novembro 11, 2011

DIA DE SÃO MARTINHO - 11 de Novembro





No dia de São Martinho, mata o teu porco, 
chega-te ao lume, assa castanhas 
e  prova o teu vinho...



São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares no Ocidente. A liturgia consagra-lhe um lugar semelhante ao dos Apóstolos, por ter sido ele quem concluiu a evangelização das Gálias. A sua festa era guardada e favorecida frequentemente pelos dias de "verão de São Martinho", rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de São João.

Lenda de São Martinho

Tinha Oitava, como São Lourenço, porque São Martinho, "pérola dos sacerdotes", era entre os Confessores o que São Lourenço era entre os Mártires, o maior dos Confessores. Nasceu na Sabária e veio para as Gálias como soldado.

Quando ainda era catecúmeno, um dia , em Amiens, deu a um pobre que lhe pedia esmola por amor de Cristo, metade da clâmide. Na noite seguinte, Jesus Cristo apareceu-lhe vestido com essa metade que ele dera ao pobre, e disse-lhe: "Martinho, sendo ainda catecúmeno vestiu-me com este manto".

Recebeu o batismo aos 18 anos. Depois de viajar pelo Oriente, onde se iniciou na vida monástica, faz por algum tempo vida de eremita numa ilha das costas da Ligúria. Finalmente fez-se discípulo de Santo Hilário que então ocupava a cadeira episcopal de Poitiers e fundou no deserto de Ligugé, a duas léguas da sede do Bispado, um mosteiro para onde se retirou com alguns discípulos. Lançou assim os alicerces do monaquismo nas Gálias.

São Martinho (El Greco)

Mas Deus quis que São Martinho fosse arrancado à solidão e revestiu-o da dignidade episcopal, o que lhe deu ensejo para desenvolver largamente os dotes do seu coração de apóstolo. Pregou o Evangelho pelos campos da Gália e extirpou de vez os resíduos tenazes do paganismo, que tinham resistido à investida cristã a coberto da superstição e ignorância do povo. Colocado à frente da diocese de Tours, fundou a célebre Abadia de Marmoutiers ou o grande mosteiro para onde se retirava com frequência, a fim de viver mais longe do mundo, e mais perto de Deus. Cercavam-no oitenta monges de vida santíssima, pautada pelo exemplo e regra dos Eremitas de Tebaída.

Viveu mais de oitenta anos, ocupado sempre com a Glória de Deus e a salvação das almas, e morreu em Candes, perto de Tours, em 397.

Ao seu túmulo afluíam de toda a parte peregrinações frequentes. Gregório de Tours, que lhe sucedeu, não hesitou em o chamar "Patrono de todo o mundo". Poucos santos alcançaram a sua popularidade. A capa de São Martinho era conduzida à frente dos exércitos em tempo de guerra e com ela se pregavam os sermões solenes em tempo de paz.

Castanhas assadas e  vinho novo, em dia de São Martinho

O culto de São Martinho começou logo após a sua morte e, hoje em dia, um pouco por toda a Europa. O São Martinho é festejado não só em Portugal, mas também na Galiza, nas Astúrias, por toda a Espanha. Fazem-se os "Magustos", onde as castanhas são assadas no lume das fogueiras acesas, e onde amigos e familiares reunidos, dançam ao som do seu estalar no calor do lume.

O vinho novo, jeropiga ou água-pé acompanham as castanhas assadas, pois, como diz o ditado popular, "no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho".







Tudo isto sob o calor do tradicional "verão de São Martinho", uma melhoria do tempo usual nesta época do ano...







sábado, maio 14, 2011

FÁTIMA - 13 DE MAIO DE 2011



Neste 13 de Maio em Fátima, aconteceu algo de diferente. Uma auréola à volta do sol apareceu no momento em que, durante as cerimónias religiosas presididas pelo cardeal de Boston, eram evocadas as relações do papa Beato João Paulo II com Fátima, com a apresentação de um filme alusivo a esta devoção por parte de  João Paulo II para com Nossa Senhora de Fátima.

Aspecto do fenómeno  registado este 13 de Maio
O halo solar manteve-se visível durante a Procissão do Adeus, momento em que a imagem de Nossa Senhora regressou à Capelinha das Aparições e os fiéis se despediram com o tradicional acenar dos lenços brancos.

Cada um de nós terá, obviamente, uma interpretação e opinião subjectivas, acerca deste fenómeno.

Porque não admiti-lo como um sinal para termos mais Fé?

Para os céticos fica, pelo menos, a invulgar coincidência...




segunda-feira, maio 02, 2011

BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II


O falecido papa João Paulo II deu um grande passo para a santidade no domingo, numa cerimónia que contou com a presença de cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maior multidão reunida em Roma desde o seu funeral, seis anos atrás.
Beato João Paulo II

"De agora em diante o papa João Paulo II será chamado beato", proclamou em latim o papa Bento XVI, trajando vestes brancas e douradas e determinando que o dia dedicado ao seu predecessor será o dia 22 de Outubro, data da inauguração do pontificado de João Paulo, em 1978.

Depois desta proclamação feita por Bento XVI, no meio dos aplausos da multidão, foi apresentada uma tapeçaria que mostra o rosto sorridente do novo beato, papa João Paulo II.

A praça de São Pedro estava lotada, e a multidão chegou até ao rio Tibre, a mais de meio quilómetro de distância. Os fiéis, muitos deles cantando e carregando as suas bandeiras nacionais, ainda antes do amanhecer dirigiram-se para a Praça de São Pedro, vindos de todos os lados, a fim de assegurarem um bom lugar para assistirem à missa. A noite destes fiéis tinha sido passada em vigília, dentro e fora da praça, entoando cânticos e mostrando cartazes do falecido papa com um dos seus dizeres mais famosos: "Não tenham medo!".

Multidão de fiéis na Praça de São Pedro

Durante a homilia, Bento XVI louvou João Paulo II, dizendo que ele "tinha a força de um titã", e afirmou também que ele  deu "a força necessária para ter fé", a milhões de pessoas. "Abençoe-nos agora!", pediu o papa.

Muitos dos fiéis presentes vieram da Polónia, país de origem de João Paulo II, e, agitando dezenas de bandeiras brancas e vermelhas, soltaram uma grande faixa segura por balões, dizendo "Obrigado, Deus!", no meio dos aplausos da imensa multidão.Um lugar de honra foi reservado para a irmã Marie Simon-Pierre Normand, a freira francesa cuja cura inexplicável da doença de Parkinson foi atribuída à intercessão de João Paulo II junto a Deus para fazer um milagre, facto que forneceu o justificativo para a sua beatificação.
Bento XVI beija a relíquia de beato João Paulo II

Depois da proclamação, a freira ergueu, perante a multidão, um relicário de prata com um frasco de sangue retirado do papa nos últimos dias da sua vida, como amostra para o caso de ser necessária uma transfusão. Bento XVI, num gesto cheio de emoção, beijou este relicário, quando a irmã Marie lho apresentou.

João Paulo II foi beatificado no Dia da Divina Misericórdia, que ironicamente coincidiu, este ano, com o 1.º de maio, feriado dos trabalhadores do mundo comunista, ele que tanto lutou pela causa da queda do comunismo tanto no seu país de origem, como em toda a Europa de leste. O ex-presidente polaco Lech Walesa e líder do sindicato da Solidariedade, também esteve presente, assim como  90 delegações oficiais de várias partes do mundo, incluindo membros de cinco famílias reais europeias e 16 chefes de Estado.
Última saudação ao beato João Paulo II

Após a missa, Bento XVI deixou: "uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, de modo especial aos cardeais, bispos, sacerdotes religiosos e religiosas, e numerosos fiéis, bem como às delegações oficiais dos países lusófonos vindos para a beatificação do Papa João Paulo II. A todos desejo a abundância dos Dons do Céu por intercessão do novo beato, cujo testemunho deve continuar a ressoar nos vossos corações e nos vossos lábios!".
Os restos mortais do novo beato João Paulo II serão sepultados na Capela de São Sebastião, na nave da basílica de São Pedro, junto à "Pietà" de Miguel Ângelo, após a sua exposição à adoração dos fiéis, que durante largas horas formaram filas imensas para uma última saudação.


"...Não tenhais medo! Melhor, abri, escancarai as portas a Cristo!"
(sec. beatus J.P. II)




quinta-feira, abril 28, 2011

SANTO SUBITO !!!


 
ESTE PRIMEIRO DE MAIO, ASSIM SERÁ !!!

domingo, abril 10, 2011

MADRE TERESA DE CALCUTÁ (1910-1997) - A Mulher Que Amou a Deus e ao seu Próximo




 



Esperei por este tempo litúrgico da Quaresma para, com esta publicação, encerrar o ciclo das mensagens dedicadas a mulheres que na vida se notabilizaram, eventualmente por amarem em demasia. Dedicando-a a Madre Teresa de Calcutá, é sem dúvida a mensagem para mim mais difícil de escrever, porque os traços psicológicos e a alma de Madre Teresa são um dos segredos mais bem guardados.

Madre Teresa de Calcutá

É uma imagem que ficará para sempre na nossa memória. Teresa, de nome Agnes Gonxha Bojaxhiu, uma mulher baixa, vestida de sari branco com riscas azuis, olhar penetrante, a percorrer as ruas de Calcutá, a ajudar os pobres, leprosos, crianças, os mais necessitados. Esta freira foi a imagem viva do amor a Deus e aos outros.

Segundo uns, terá nascido em 19 de Agosto de 1910, em Skopie, cidade dos Balcãs, hoje capital da Macedónia, quando a região ainda fazia parte do Império Otomano. No entanto, segundo a própria Teresa, nasce a 27, porque foi essa a data do seu baptismo e aquela que, do seu ponto de vista, verdadeiramente contava. Filha mais nova de Nicolai Bojaxhiu, empresário, e de Dranafile Bernai, tinha origem veneziana.

Vivida numa casa espaçosa e confortável, a sua meninice foi muito marcada pela religião, cujas bases recebeu da mãe e também dos Jesuítas do Sagrado Coração, que viviam na sua paróquia. Aos oito anos ficou órfã de pai e viveu a dolorosa experiência das dificuldades económicas, que haveriam de marcar a sua vida futura. Passa então, com sua mãe, muitas horas em oração e faz da biblioteca paroquial, o seu refúgio. É nesta altura que desenvolve o gosto pela leitura.

Madre Teresa e o Papa João Paulo II

Aos doze anos sentiu o seu primeiro chamamento divino. Foi nessa altura que percebeu que queria ser missionária para poder espalhar a palavra de Cristo. Mas teve de esperar seis anos para poder dar forma a esse apelo de Deus, período de meditação aconselhado por um padre jesuíta da sua paróquia. Aos dezoito anos abandonou a casa materna, convicta, sem dúvidas do que iria ser o seu destino - o de que Deus a tinha escolhido para uma missão.

É assim que, a 26 de Setembro de 1926, na estação de caminhos de ferro que a levará a Zagreb, viu sua mãe pela última vez, quando da sua partida para o convento em Dublin. Daqui, passados dois intensos meses de prática do inglês, partiu rumo à Índia, para o convento de Nossa Senhora do Loreto, a norte de Calcutá. É aqui que inicia o seu noviciado, no ano de 1929. Dois anos mais tarde pronuncia os seus primeiros votos de pobreza , obediência e castidade, tomando o nome de Maria Teresa, numa clara homenagem a Santa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias.
Uma das muitas obras de Madre Teresa

Apesar de isolada no convento, Teresa preocupou-se com os acontecimentos que agitavam o mundo, nomeadamente a entrada do Japão na Segunda Guerra Mundial. Com a ocupação da vizinha Birmânia, a pressão sobre Calcutá não tardou e o consequente bombardeamento desta cidade teve lugar, em plena crise da fome de 1942-1943. O afluxo das famílias empobrecidas em Calcutá foi enorme, velhos, jovens e crianças viviam estendidos nas ruas sem terem onde se abrigar, numa miséria absoluta. Impressionada com tudo isto, Teresa fez a profissão perpétua a 24 de Maio de1937.
Presidente Ronald Reagan concede condecoração a
Madre Teresa

Em 1946, com a partida do colégio e a aquisição rápida de um curso de enfermagem, decidiu reformular a sua trajectória de vida. Dois anos depois e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, com o objectivo de ensinar as crianças pobres a ler. Assim nasceu a sua Ordem - As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores branco, por significar pureza, e azul, por ser a cor da Virgem Maria. Como  pricípios adoptou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençois e um balde metálico com o respectivo número.

Princesa Diana de Gales saúda a amiga
Madre Teresa

Começou a sua actividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras da higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.

Em Dezembro de 1948 foi-lhe concedida a nacionalidade indiana e dois anos depois empenhou-se em assistir os doentes com lepra. Em 1965 o Papa Paulo VI colocou sob o controle do papado a sua congregação e deu ordem para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação de presidiários.

O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973 e com o Nobel da Paz, no dia 17 de Outubro de 1970. No discurso de aceitação deste prémio, esta mulher de aspecto humilde, com mãos de dedos retorcidos e pés deformados calçados com sandálias grosseiras, disse: " Acho que na nossa família não precisamos de bombas e armas para destruir e trazer a paz, basta juntarmo-nos, amarmo-nos uns aos outros, conseguir essa paz, essa alegria, essa força de presença uns dos outros em casa. E vamos ser capazes de ultrapassar todo o mal que há no mundo".

Presidente de Itália, Sandro Pertini,
recebe Madre Teresa

Madre Teresa conseguiu convencer o Comité Nobel a prescindir do banquete de celebração, e a oferecer o dinheiro àqueles que tinham verdadeiramente fome. O gesto teve repercussões mundiais, com adultos e crianças da Noruega, Suécia e outros países europeus a oferecerem-lhe o dinheiro do seu bolso. Assim, Madre Teresa conseguiu reunir, para os seus carenciados, um donativo de cerca de 430 mil euros...

Madre Teresa lidou com toda a espécie de realidades. Uma das mais frequentes era o aborto. A monja  era uma acérrima opositora da interrupção da gravidez. Condenou-a fortemente em diversas ocasiões, sobretudo nos EUA e na Europa. No discurso de aceitação do Nobel, em Oslo, disse mesmo que "o grande destruidor da paz não era a guerra, mas o aborto".

Morreu em 1967, aos 87 anos, de ataque cardíaco, quando preparava um serviço religioso em memória da Princesa Diana de Gales, sua grande amiga e falecida ela própria 6 dias antes, num acidente de automóvel em Paris. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua última homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram ao vivo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netadji.

Casa memorial de Madre Teresa na Macedónia,
onde repousam os seus restos mortais

O seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de Março de 1997 como sua sucessora. Madre Teresa foi beatificada em 19 de Outubro de 2003, atingindo assim o terceiro degrau, dos quatro que levam à santificação. A sua beatificação deve-se à ocorrência de um milagre ocorrido com Monica Besra, uma indiana que foi curada de um tumor no estômago de forma inexplicável e cuja cura foi atribuída a Madre Teresa. Segue-se o processo de canonização. Pela primeira vez na história da Igreja o Papa João Paulo II concedeu uma dispensa especial e, dois anos decorridos após a sua morte, a Igreja deu início ao seu processo de beatificação, sem esperar pelo prazo de cinco anos, que a lei canónica impõe.


Arcebispo de Calcutá presta homenagem a Madre Teresa,
no 12.º aniversário da sua morte

Madre Teresa, nas suas cartas dirigidas a alguns conselheiros espirituais e compiladas no livro "Madre Teresa venha, seja minha luz", publicado em Setembro de 2007, descreveu como sentia falta de respostas de Deus.

Nelas afirmou chegar a amar a escuridão e a dor de Jesus neste mundo:

"Hoje senti uma grande alegria - que Jesus já não pode passar pela agonia - mas que quer passar por mim...Abandono-me a Ele mais do que nunca... mais do que nunca estarei à sua disposição...!"










terça-feira, março 15, 2011

terça-feira, janeiro 18, 2011

PAPA JOÃO PAULO II, BEATO


O Papa Bento XVI aurtorizou a publicação do decreto que reconhece a autenticidade de um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II.

De acordo com o testemunho dos médicos ouvidos pela Congregação para a Causa de Todos os Santos, a freira francesa Marie Simon Pierre Normand, sofria de doença de Parkinson e obteve uma cura não explicada pela ciência. A irmã Marie pertence ao Instituto das Pequenas Irmãs das Maternidades Católicas.
Papa João Paulo II, Beato

Em 2001 foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson, enfermidade que o Papa João Paulo II também enfrentou nos últimos anos da sua vida. A cura da doença teria ocorrido em Junho de 2005, depois da morte do Papa João Paulo. A publicação do decreto sobre o milagre, conclui o processo que precede a beatificação, prevista para o dia 1 de Maio deste ano.
A partir desta data, João Paulo II receberá o título de "beato" ou "bem-aventurado". Poderá ser venerado como intercessor e receber culto público restrito em cerimónias litúrgicas. Será necessário o reconhecimento de um novo milagre para concluir a sua canonização.

"Santo já". No início do seu pontificado, João Paulo II reformou a lei que rege todos os processos de beatificação e canonização, agilizando os prazos. Desejava apresentar modelos de conduta mais conformes com a realidade dos fiéis contemporâneos.
Papa João Paulo II e Madre Teresa de Calcuta

As novas regras sugerem um período de cinco anos entre a morte do fiel e a sua canonização. Mas durante os funerais de João Paulo II, em Abril de 2005, os milhares de fiéis reunidos na Praça de S.Pedro, em Roma, pediram o início imediato do processo da canonização, com o slogan "santo subito".

Bento XVI decidiu ouvir o clamor dos católicos. O processo do Papa João Paulo II começou em Junho do ano da sua morte.

A poucos meses das cerimónias desta beatificação, o "John Paul II Center" anunciou que o sangue de João Paulo II "vai ser exposto" como relíquia, numa igreja a ser inaugurada em Maio, em Cracóvia, no sul da Polónia.
Este sangue tinha sido retirado para análises pela Policlínica Gemelli, pouco antes da sua morte, em 2 de Abril de 2005. Considerado como relíquia, deverá deverá ficar exposto num recipiente de cristal, instalado no altar da igreja.
Multidão na Praça de S. Pedro


Está previsto que, para as cerimónias da beatificação, a urna com os restos mortais de João Paulo II seja retirada da gruta do Vaticano onde se encontra e transportada para a Basílica de S. Pedro.

Todavia a urna permanecerá encerrada durante as cerimónias, findas as quais deverá regressar à gruta onde até à data tem estado depositada. 



domingo, janeiro 02, 2011

EPIFANIA DO SENHOR - Os Reis Magos





A liturgia celebra neste domingo a solenidade da Epifania do Senhor, que significa a «manifestação» de Jesus Cristo como enviado de Seu Pai e é o complemento do Tempo do Natal. Nesta solenidade podemos descobrir o aspecto glorioso do Natal, o carácter universal da mensagem evangélica e a missão da Igreja no tempo, que consiste em ser a contínua manifestação de Cristo.

Anteriormente assinalada a 6 de Janeiro, com a reforma do calendário litúrgico em 1969, a solenidade da Epifania do Senhor passou a ser comemorada no segundo domingo após o dia de Natal. É nesta data que as igrejas do oriente festejam o nascimento de Jesus Cristo. E é também nesta altura que tradicionalmente se desmontam os presépios e se guardam todos os enfeites natalícios.

Adoração dos Reis Magos


 Recordemos S. Mateus, no seu Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo:

"Tinha Jesus Nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando apareceram em Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está - perguntaram eles - o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para nos prostrarmos diante d'Ele». O rei Herodes ouviu e ficou perturbado, e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os sumos sacerdotes e escribas do povo e informou-se junto deles onde havia de nascer o Messias. Eles disseram-lhe. «Em Belém da Judeia, que assim está escrito pela mão do profeta: "E tu, Belém, terra de Judá, nem por sombras és a mais modesta entre as cidades principais de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, Meu Povo".

Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que aparecera a estrela. Depois, enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide obter informações precisas do Menino. E avisai-me, quando O encontrardes, para eu ir também prostrar-me diante d'Ele». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à frente deles e foi deter-se por cima do lugar onde estava o Menino. Ao verem a estrela sentiram enorme alegria. Entraram na casa, viram  o Menino com Maria, Sua Mãe, e caindo de joelhos, prostraram-se diante d'Ele. Depois, abriram os seus tesoiros e ofereceram-Lhe presentes: oiro, incenso e mirra.
E, avisados em sonho, de que voltassem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho."


...Tal como os Reis Magos também nós, na nossa vida, podemos escolher sempre outro caminho.



ADESTE FIDELIS, ADESTE, VENEREMUS DOMINUM!




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