Mostrar mensagens com a etiqueta CULTURA-PINTURA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CULTURA-PINTURA. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 05, 2011

LEONARDO DA VINCI: PINTOR NA CORTE DE MILÃO - National Art Gallery, Londres









Nestas férias de Natal que se avizinham, sugiro, consoante a bolsa de cada um, uma visita a esta fantástica e monumental exposição, inaugurada em 9 de novembro passado: Leonardo da Vinci: Pintor na Corte de Milão, que estará aberta ao público até 5 de fevereiro de 2012.

Foram necessários cinco anos de tentativas e negociações, para, finalmente, a National Art Gallery de Londres, conseguir reunir num só lugar o maior número de obras de Leonardo da Vinci que o mundo já viu. A exposição Leonardo da Vinci: Pintor na Corte de Milão, concentra-se na produção artística do período entre 1482 e 1499, quando Leonardo trabalhava como artista assalariado para o Duque Ludovico Sforza.

1- Retrato de Um Músico; 2- A Virgem e o Menino
São 60 peças, desde quadros famosos como  as duas versões da Virgem dos Rochedos, que serão vistas pela primeira vez lado a lado, graças a um empréstimo do Louvre, até uma coleção de 50 desenhos relacionados às pinturas, totalmente desconhecida até então. 
A Exposição inclui também a obra Salvator Mundi (reproduzida no início da mensagem), uma pintura perdida e identificada numa coleção americana, mistério digno do livro de Dan Brown "O Código da Vinci", que apenas recentemente foi atribuída a Leonardo, sendo a sua autenticidade ainda questionada por alguns.

As duas versões da Virgem dos Rochedos
Listada pela National Art Gallery como um trabalho original de Da Vinci, a pintura foi vendida na Sotheby´s em 1958 por 45 libras, embora na época se acreditasse ser da autoria de um dos alunos de Leonardo Da Vinci. Presentemente, os especialistas avaliam-na em 200 milhões de dólares.

Está igualmente em exibição um trio de retratos que revolucionou o género, entre eles o único que Leonardo fez, de um homem: Retrato de um Músico.
A Belle Ferronière pode ser um retrato da duquesa ou de uma das amantes do Duque de Milão e o mais elogiado dos três, Dama com Arminho, retrata a amante de Ludovico, Cecília Gallerani, conhecida pela sua beleza e inteligência.

1- La Belle Ferronière; 2- Dama com Arminho
Também estão em exibição os desenhos de Leonardo Da Vinci, pertencentes à Rainha Elizabeth II, provavelmente comprados durante o reinado de Charles II, mas só descobertos, por caso, em 1778.
Devido à grande procura, a organizacão da exposição recomenda que os bilhetes, vendidos com hora marcada, sejam adquiridos com a devida antecedência.


A não perder. Exposições como esta, acontecem uma vez na vida...




quinta-feira, fevereiro 24, 2011

MONA LISA - Um Sorriso, Um Rosto...O Eterno Enigma






"Mona Lisa" é um quadro pintado por Leonardo da Vinci, que retrata uma mulher sentada, cuja expressão do rosto é descrita como enigmática. As incertezas sobre a identidade do retrato (a maioria das opiniões apontam para que se trate de Lisa del Giocondo), a  monumentalidade da composição, os contornos subtis das formas e o ilusionismo têm contribuído para o contínuo fascínio da obra.
Leonardo Da Vinci - auto-retrato

"Mona lisa", também conhecida pela designação de "Gioconda", é tão amplamente conhecida, caricaturada, procurada pelos  pelos visitantes do Museu do Louvre, que é considerada a pintura mais famosa do mundo. Leonardo Da Vinci começou a pintar "Mona Lisa" em 1503 ou 1504, em Florença, Itália.

Contemporâneos de Da Vinci testemunharam que ele demorou mais de quatro anos a pintar este quadro, findos os quais o deixou inacabado. Aliás, sabe-se hoje  que este comportamento era comum das obras de Leonardo Da Vinci, que no fim da sua vida, lamentou não ter acabado uma única obra.

Quando interrompeu a pintura de "Mona Lisa", três anos depois, mudou-se para França em 1516, onde veio a morrer em 1519. Foi em França, para onde levara a pintura, que terminou o quadro, pouco antes de falecer. O então rei de França Francisco I, havia convidado Da Vinci para trabalhar no Clos Lucé, perto do castelo real de Amboise. Consta que o rei comprou o quadro ao herdeiro e assistente de Leonardo, Salai, pela quantia de 4.000 écus e manteve-o no Castelo de Fontainebleau, onde permaneceu  até ser dado ao rei Luís XIV.
"Mona Lisa" caricaturada por Duchamp

Com Luís XV, a pintura mudou-se para Versailles, depois e após a Revolução Francesa foi transferida para o Museu do Louvre. O imperador Napoleão I levou-a para o seu quarto no Palácio das Tulherias, mas mais tarde o quadro retornou ao Louvre.

Mais uma vez "Mona Lisa" foi enfatizada, quando em 22 de Agosto de 1911, foi roubada ao Museu do Louvre: do lugar que durante cinco anos ocupara no salão Carré, não  restaram senão quatro cavilhas de ferro.

O Louvre encerrou durante uma semana, para investigações. Foi um empregado do próprio Museu, assumindo-se como patriota italiano quem, sob o casaco, levou o quadro roubado, com o pretexto de  que a pintura deveria ser exibida em Itália. Posteriormente o ladrão de nome Vincenzo Peruggia, cumpriu uma pena prisional de seis meses.
Roubo da "Gioconda", do Museu do Louvre

Tem havido muita especulação sobre a pintura do modelo e da paisagem. Por exemplo, especialistas reconhecem como pouco convincente a beleza do modelo e argumentam que a paisagem de fundo da pintura foi influenciada pela  pintura chinesa, mas nada foi provado. Mona Lisa, tem sido apontada como Lisa del Giocondo, esposa do rico comerciante florentino Francesco del Giocondo.

Mas também a mãe de Leonardo foi considerada entre as diversas possibilidades para a figurante do quadro, como o auto-retrato do próprio Leonardo da Vinci e ainda o hipotético e inspirado retrato de um amante e acompanhante de Leonardo, ou ainda Isabel de Aragão, duquesa de Milão, para quem o pintor trabalhou.
Pormenor de "Mona Lisa"


Toda esta polémica tem envolvido "Mona Lisa" em grande misticismo, por demais patente na sua expressão e no enigmático sorriso. Uma teoria recente, vem afirmar que este mistério parece ter sido desvendado.

Pelo menos, é esta a convicção da neurobióloga e professora da Harvard Medical School, Margaret Livingstone. No Congresso Europeu de Percepção Visual que decorreu na Corunha (Galiza), esta investigadora explicou que o sorriso misterioso de Gioconda não passa de uma ilusão de óptica.

A enigmática expressão parece desaparecer quando fixamos o quadro de frente e reaparece quando o olhar se fixa noutras partes do quadro. Por esta razão, só conseguimos visualizar o sorriso desde que os lábios da "musa" inspiradora de Da Vinci fiquem no nosso campo de visão periférica.

A teoria de Livingstone apoia-se numa prova científica: o olho humano tem uma visão central excelente para reconhecer pormenores, ao passo que a visão periférica é menos precisa, mas mais adequada à percepção de outros dados, como as sombras.
Pormenor do mesmo quadro

No famoso quadro renascentista, Leonardo Da Vinci conseguiu criar a ilusão, a partir deste facto científico. Conhecedor profundo do corpo humano, o mestre italiano da Renascença conseguiu, em pleno século XVI, utilizar este truque de óptica, ainda que "intuitivamente".

Para Margaret Livingstone, a expressão enigmática de Mona Lisa está relacionada intimamente com o facto de a nossa visão central ter mais resolução do que a periférica. Este estudo levou a investigadora a estudar outro facto - alguns génios da pintura tiveram deficiências visuais: por exemplo Rembrandt, conhecido pintor alemão do séc. XVII, sofria de um estrabismo que acabou por ser benéfico para a sua arte.

Teoria de Livingstone








Resumindo, não podemos deixar de admitir que, ao longo dos séculos, a discussão em torno dos quadros mais apreciados da Renascença italiana tem sido infindável.



Será que agora "Mona Lisa" deixará de sorrir?






sexta-feira, janeiro 14, 2011

SALVADOR DALI (1904 - 1989)







Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1.º Marquês de Dali e Púbol (11 de Maio de1904 - Figueres, 23 de Janeiro de 1989), conhecido apenas como Salvador Dali, foi um importante pintor catalão cujo trabalho se tornou mundialmente conhecido não só pelo seu multifacetado exotismo, como também pela fascinante personalidade do próprio Dali.

Cristo Crucificado

Pintor surrealista, Dali é frequentemente visto como um artista excêntrico, faminto de dinheiro para poder trabalhar no que lhe aprouvesse. O seu trabalho chama a atenção pelo seu simbolismo e surrealismo, cheio de imagens bizarras, oníricas, mas de uma beleza e qualidade plástica verdadeiramente indiscutíveis.

Dali foi infuenciado pelos mestres do Renascimento, pintou telas que apelidou de obras primas do cubismo, sobretudo de influencia religiosa. Refiro-me à "Última Ceia", em que pinta um Deus decapitado, influenciado por Jean Cocteau. A sua obra mais conhecida, concluída em 1931 e puramente surrealista é "A Persistência do Tempo", em que relógios derretidos, descansam numa paisagem estranhamente calma.

Salvador Dali teve também trabalhos artísticos no cinema, escultura e fotografia. Colaborou com a Walt Disney numa curta animação "Destino", lançada postumamente em 2003 e ao lado de alfred Hitchcock, no filme "Spellbound". Dentro da mesma linha surrealista, também foi autor de poemas.

A Persistência do Tempo


Dali insistiu sempre na sua "linhagem árabe", afirmando que os seus antepassados eram descendentes dos mouros que ocuparam o sul de Espanha por quase 800 anos (711 a 1492), e apontava esta circunstância como a causa do seu amor por tudo quanto é excessivo e dourado, a sua paixão pelo luxo e o seu gosto por roupas orientais.

Tinha uma conhecida tendência para atitudes e realizações extravagantes, destinadas a chamar a atenção, o que por vezes aborrecia aqueles que apreciavam a sua arte. Este comportamento de Dali incomodava os críticos, que entendiam que a sua forma de estar teatral e excêntrica tendia a ofuscar o seu trabalho artístico.

A Tentação de Santo António


Dali referia-se a si mesmo na terceira pessoa, proclamando "Dali é imortal e não morrerá". Na verdade,  morreu várias vezes.

Morreu como um jovem artista, quando rompeu com o movimento surrealista, cujos membros, como Breton, começaram a referir-se a Dali no passado, como se ele tivesse morrido.

Salvador Dali faleceu de ataque cardíaco em 23 de Janeiro de 1989, em Figueres, sendo sepultado no seu Teatro Museu Dali, perto da casa onde nasceu.













quinta-feira, outubro 28, 2010

PAIXÃO POR RENOIR - Museu do Prado





O Museu do Prado, em Madrid, e após mais de um século de Pierre Renoir ter visitado este museu para admirar outros pintores como Ticiano, Rubens e Velásquez, abre as suas portas para acolher, em Espanha, a primeira exposição monográfica de um dos principais fundadores do movimento impressionista, precisamente Renoir.


Denominada "Paixão Por Renoir", estará aberta ao público a partir  de terça-feira até 6 de Fevereiro de 2011 e reune 31 quadros de todos os géneros importantes do artista: o retrato, a figura feminina, a paisagem, a natureza morta e flores, que Renoir tratou com uma amplitude maior do que a dos seus colegas impressionistas.  
Esta exposição conta com a colecção particular de Robert Sterling Clark (1877-1956), um dos maiores colecionadores  individuais do pintor francês, colecção que foi adquirindo ao longo de quase quatro  décadas, tanto nos Estados Unidos como em França e que constitui o núcleo do "Sterling e Francine Clark Art  Institute" de Williams Town, Massachusetts.




Os quadros, a maioria de pequenas dimensões, correspondem ao último quarto do séc. XIX, as primeiras etapas de Renoir (1841-1919), artista que contribuiu para a renovação da pintura a partir de 1874 e que inspirou positivamente outros pintores como Matisse e Picasso.


"O Prado é onde melhor se pode entender o classicismo refinado de Renoir, o seu interesse pela figura e como a sua proximidade com a tradição colorista europeia acabou por o afastar do movimento impressionista", explicou miguel Zuguza, director do museu, durante a sua apresentação.

Renoir, conjuntamente com Claude Monet, Paul Cezanne, Alfred Sisley, tornou-se no fundador do impressionismo na década de 1870, um estilo que tranformou o tratamento da luz e as formas da pintura europeia. Contudo,  não foi só um impressionista, já que a sua prática artística evoluiu radicalmente ao longo da sua carreira.





Dada a relativa proximidade e como admiradora da pintura impressionista do séc.XIX, particularmente de Renoir, não posso deixar de sugerir uma visita ao Prado e a Madrid, para admirarem esta exposição. Asseguro-vos que irão ter uma agradável surpresa, tal como eu tive quando me foi proporcionada, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer a estas obras.


Não há palavras...











Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...