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quinta-feira, fevereiro 09, 2012

S. M.RAINHA ELIZABETH II (Parte I) - O Jubileu de Diamante








Em plena popularidade, a rainha de Inglaterra, completou esta segunda feira 60 anos da ascensão ao trono. A Monarca, cuja quota atinge os 80% no seio dos súbditos, celebra assim o Jubileu de Diamante, aniversário só alcançado por outra rainha britânica, a sua trisavó Rainha Vitória em 1897.

S.M. Elizabeth II, agradece ao povo britânico

Comprometida, dedicada e icónica, Elizabeth Alexandra Mary de Windsor, assumiu o trono no dia 6 de fevereiro de 1952, aos 25 anos, após a morte de seu pai, George VI. Da mãe, que morreu em 2002 aos 101 anos, herdou o nome e a saúde de ferro que lhe permite, aos 85 anos, seguir o rumo à quebra do recorde da sua trisavó, que deteve o reinado mais longo da história do país: 63 anos (1837-1901).

Única mulher da realeza britânica a entrar para as Forças Armadas, além do vigor, Elizabeth II é também senhora de um temperamento forte, segundo quem a conhece. «A personalidade dela é dividida em duas, claro, como figura pública que é. Ela é alguém que adora a privacidade e tem as suas paixões, onde se conta o seu amor por cavalos, mas tem muitas pressões por ser o rosto da única monarquia internacional do mundo», segundo um dos biógrafos da rainha e especialista em realeza britânica, Robert Jobson.

Elizabeth II recebe  o primeiro-ministro Winston Churchill, em 1956

A sua influência no governo britânico mantém-se ilibada ao longo destas seis décadas. Todas as terças feiras, salvo rara exceção, recebe o primeiro-ministro para uma reunião à porta fechada. Doze já passaram por ela, de Winston Churchill a Margaret Thattcher, passando por Tony Blair até o atual David Cameron. «O papel dela não é ter uma opinião forte ou agir politicamente. Ela está lá para ser consultada e dar conselhos ao primeiro-ministro», explica Jobson , que acrescenta: «É uma diplomata definitiva. O primeiro-ministro precisa de a consultar antes de tomar uma decisão e tudo o que é feito na Grã-Bretanha e nos seus reinos é feito em seu nome», e define ainda Elizabeth II  como a "rainha do mundo", uma vez que quando se fala em rainha é nela que, de um modo geral, todos pensam.

Momentos marcantes da vida de
S.M. Elizabeth II

Contudo, apesar da importância da data que marca o jubileu de diamante, Elizabeth II "manteve-se firme à determinação de economizar os gastos extravagantes", para poupar o contribuinte. Ainda assim, obviamente, a festa está longe de ser um evento modesto: serão cinco meses de cerimónias - a comemoração oficial está marcada para junho - com exposições, cavalgadas e até uma procissão fluvial pelo Tamisa de mil embarcações seguindo a barcaça real, apresentada como espetáculo inédito, em séculos.

E apesar de a família real ter sido já alvo das críticas da população, em ocasiões festivas como esta e o casamento de William e Kate no ano passado, o valor da fatura acaba por perder importância aos olhos dos súbditos de Sua Majestade. Na vida dos britânicos, a monarquia, com a popularidade da rainha, assumirá sempre o charme desta instituição.

Ao agradecer ao povo britânico por todos estes " anos maravilhosos de apoio e ânimo", Elizabeth II, renovou o seu compromisso de serviço à Grã-Bretanha, destacando o "poder da união" e a "força da família" a "amizade e boa vizinhança"": «Neste ano especial, dedico-me outra vez ao vosso serviço», disse Elzabeth II no documento. «Também espero que este ano de Jubileu seja um momento para agradecer os grandes avanços conseguidos desde 1952 e olhar para o futuro com a mente clara e um coração solidário ao unir-nos nas nossas celebrações».

Família real inglesa, na atualidade


Elizabeth II subiu ao trono após a morte de seu pai, o rei George VI, no dia 6 de fevereiro de 1952, quando a então jovem princesa estava no Quénia com seu marido, o duque de Edimburgo, no gozo da sua lua de mel.



Parabéns a S.M. Elizabeth II e a toda a Grã-Bretanha.










quinta-feira, julho 28, 2011

CORNO DE ÁFRICA - 10 Milhões Morrem com Fome










Os países do chamado Corno de África - Etiópia, Somália Quénia, Uganda e Djibouti - precisam urgentemente de ajuda para enfrentar a fome, sublinhou a ONU.



A fome é já um fenómeno confirmado no Corno de África. A ONU está a verificar uma taxa de mortalidade de 7,4 pessoas, por 10 mil residentes, em cada dia. O estado de fome é atribuído quando a taxa de mortalidade é de dois por dez mil, em cada dia. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, em português) organiza, na próxima segunda feira uma reunião de emergência para ajuda à Somália.


Nesta reunião deverão estar presentes, segundo o jornal "The Guardian", o grupo das 20 maiores economias do mundo, 191 membros da FAO, outros organismos da ONU, organizações não governamentais (ONG) e bancos de desenvolvimento regionais.

Djibouti, Etiópia, Quénia e Uganda estão a ser afetados por uma seca, como não há memória nas últimas décadas. Entretanto, os Estados Unidos pressionaram a Eritreia para que revelasse a medida em que o país está a sofrer com a catástrofe climática.
Alto Comissário Para os Refugiados, António Guterres

 Na Somália, A situação ainda é agravada pelos dois conflitos armados permanentes, que levam milhares de somalis a fugir para os vizinhos Etiópia e Quénia.  A FAO pede 120 milhões de dólares suplementares para a região do Corno de África, e a sua sede em Roma, recebe na segunda feira uma cimeira de urgência para discutir a crise alimentar no Corno de África, causada pela pior seca das décadas, que já levou à declaração de fome em duas regiões da Somália.

Segundo a ONU, a crise alimentar já matou dezenas de milhares de pessoas naquela região de África. Na passada quarta feira, as Nações Unidas declararam, pela primeira vez desde 1952, que duas regiões somalis vivem uma situação de fome, com 3,7 milhões de pessoas a necessitarem de assistência humanitária urgente. Há mais de oito milhões de pessoas, no Quénia e na Etiópia, a necessitarem de alimentos.


A situação da Somália torna-se particularmente grave devido aos seus conflitos internos, sem um governo desde 1991, com falta de segurança, facto que levou as ONG a abandonarem as zonas que agora chegaram ao estado de fome.


Estas duas regiões são controladas pela milícia Al-Shabab, com ligações à Al-Qaeda, mas face à gravidade da situação, os islamitas levantaram o bloqueio às ONG e ao Programa Alimentar Municipal. Só que os organismos exigem garantias de que os alimentos não serão desviados pelos milicianos e que os seus trabalhadores não serão atacados.


O Banco Mundial já avançou com mais de 353 milhões de euros para ajudar a resolver a grave situação no Corno de África, assolada pela seca, fome e conflitos internos. Esta decisão por parte do Banco Mundial, foi anunciada pouco antes do início da reunião de Roma, convocada pela FAO, para resolver a crise.




Neste Mundo tão confuso e flagelado por tantos conflitos armados e económicos, catástrofes ecológicas, parece-me ainda ser lícito contar com a solidariedade, voluntariado e ajuda efectiva de uma boa parte da humanidade...















quinta-feira, abril 07, 2011

PORTUGAL PEDE AJUDA - FMI em Portugal


Sócrates levou a sua avante até o país ficar no estado de emergência em que se encontra...Pois por  mero orgulho idiota foi adiando o inadiável, que era o pedido de ajuda ao "FMI". Poderemos não ficar melhores...Mas piores, sinceramente acho que não ficamos. Mas assim como estamos é que não podemos ficar mais...BASTA!!!

Decisão histórica: Portugal pede ajuda ao FMI em 6 de A bril de 2011.

É a terceira vez na história que Portugal pede ajuda ao FMI. Sócrates rejeita responsabilidades pelo agravamento da crise nos últimos dias e responsabiliza chumbo da oposição ao PEC 4, pela actual situação em que Portugal caiu nos últimos dias.
Portugal pede ajuda


Questões:
  • Quem foi o responsável pelo chumbo do PEC4? Não terá sido o próprio José Sócrates que negociou à revelia de todos, incluindo o Presidente da República e da oposição?
  • Quem é o responsável pela actual crise profunda em que mergulhou o País? Não será o próprio governo de José Sócrates que está em funções há seis anos? Afinal o auge da crise económica e financeira internacional foi no Verão de 2008 e neste momento estamos em 2011. Atribuir culpas da Crise internacional à nossa Crise interna é um falso argumento. Sócrates cedeu e pede ajuda externa. Finalmente coloca o orgulho de lado e aceita a ajuda externa. Porque será que demorou tanto tempo a decidir?
  • Quanto terá custado ao País a indecisão de Sócrates?

Conclusões:
  • Pedido de ajuda tardio que já devia ter chegado há muito.
  • O Governo de Sócrates teve um desempenho fraco. Portugal agravou problemas nos últimos anos.
  • Portugal deixa de se financiar pagando altos juros a especuladores.
  • O pedido de ajuda permitirá estabilizar a situação económica e financeira em Portugal e também na Europa.
  • Os Bancos Portugueses respiram de alívio.
FMI

Entretanto, o Mundo acompanha os acontecimentos em Portugal. Madrid afirmou que não seguirá o exemplo dos outros países europeus endividados que pediram ajuda, descartando o risco de contágio na penísula e sustentou que os investidores são perfeitamente capazes de distinguir entre a situação económica dos dois países. 

O jornal "Independent" da Irlanda, segundo país a pedir ajuda externa, também menciona a decisão  portuguesa e o "Irish Times" escreve que o pedido de Portugal ao FMI pode atingir os 75 mil milhões de euros, depois da queda do governo socialista e da rejeição do quarto pacote de medidas de austeridade em menos de um ano.

Junto o comentário de um leitor de um matutino, feito à edição de uma notícia relativa a esta matéria, e que exprime bem o sentimento do povo português quanto ao actual momento político:


"COMENTÁRIO MAIS VOTADO
"Agora quem vai pagar a factura destes imcompetentes e ladrões é o Zé povão.Julgamento em praça pública para todos os ladrões que nos desgovernaram.Num é oh Zé Pinóquio?"

Não deixaremos de olhar, com profunda preocupação o desenrolar dos acontecimentos que tanto comprometem o futuro dos nossos filhos, netos e o próprio Portugal!

quarta-feira, abril 06, 2011

RATING - O Mistério da Destruição?







Não é meu hábito abordar em mensagem, o tema da política. Até porque como anteriormente referi, política, religião e futebol são temas, como todos sabemos, capazes de ferir a susceptilidade de cada um. Todavia, dado o panorama da realidade política e económica portuguesa, achei oportuno abordar este tema do Rating e das suas agências, tão conectado com estas duas realidades e que tanto tem estado na ordem do dia, lançando enorme confusão sobre o nosso país e sobre o nosso imaginário...


Dado que não sou grande especialista nesta matéria, procurarei transmitir opiniões, comentários e também o que são as agências de Rating, tal como nós as conhecemos...Infelizmente.


Historicamente, as primeiras agências de Rating, também conhecidas por agências de classificação de risco ou de notação financeira, foram a Fitch Ratings, a Moody's e a Standard & Poor's, todas norte-americanas, que operam, sob remuneração, por solicitação de empresas e eventualmente de estados que desejam ser classificados.


Classificações essas supostamente feitas com independência em relação aos seus solicitantes, como determinam os seus estatutos.
Classificam não apenas países, mas também municípios, impresas e bancos. Cabe-lhes atribuir as notas de risco (ratings) segundo o pagamento das dívidas no prazo prometido, dos seus clientes. Infelizmente parece que estas três agências americanas têm vindo a actuar a seu belo prazer, sem ninguém que controle as suas previsões de risco.

Ainda ontem um ilustre jornalista de um dos mais conhecidos jornais matinais, mais exactamente o seu sub-director Manuel Catarino, tratava este fenómeno como "mistério do Rating", adoptando uma atitude pioneira nesta matéria, de coragem e vontade de "por tudo em pratos limpos", para que nós, os comuns cidadãos, sejamos conhecedores e entendamos como tudo acontece...Passo a citar:

"O sr.Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, é um guru dos mercados financeiros, e um exemplo de especulador sério com alto sentido de responsabilidade e de ética nos negócios. Ele até perdeu muitos milhões com a crise. Não é como o malvado do Bernard Madoff, que à conta da crise, desfez a fortuna de muita gente.

Bufett é uma espécie de anjo inspirador da alta finança. Faz parte desse grupo de homens sem rosto que não se têm dado nada mal, por exemplo, com os empréstimos a Portugal: compram dívida pública e cobram os juros que se conhece. O negócio tem regras: quanto mais baixo for o rating (a capacidade de o devedor honrar os compromissos), mais elevados são os juros.

O rating é atribuído por agências especializadas-como a Moody's, a Fitch, a Standard & Poor's-que, como é óbvio, prestam um inestimável e insubstituível serviço aos investidores: Warren Buffet precisa de saber se está a emprestar o seu dinheiro a quem pode deixar de pagar. Mas o critério das agências de rating para avaliarem o grau de cumprimento dos países tem sido um insondável mistério. Tem sido... O jornal britânico "The Observer" esclarece o assunto: o sr. Buffet é accionista da Moody´s. A agência de rating, ao desacreditar, dá mais dinheiro a ganhar ao patrão. O resto é fantasia".

Hoje mesmo este mesmo jornal matutino noticia que: "A Moody´s baixou esta quarta-feira as notações de um conjunto de empresas da esfera no Estado português, depois do recente corte do rating de Portugal", lê-se no comunicado da agência de notação financeira.

A agência de notação Moody's baixou na terça -feira passada em um nível a classificação de risco de pagamento da dívida de Portugal, passando-a para Baa. Já esta quarta-feira, a Moody's cortou o rating de sete bancos portugueses e da Ren, mantendo esta última em análise para um eventual novo corte.

Infelizmente para o Mundo, estes predadores financeiros voltaram a levantar a cabeça, e agora mais arrogantes e com as garras mais afiadas...Podem destruir países, empresas, bancos, de acordo com as suas avaliações!


Até Quando?


sexta-feira, março 11, 2011

TREMOR DE TERRA E TSUNAMI NO JAPÃO - Imagens de uma tragédia


Esta madrugada o mundo foi surpreendido com a notícia desta terrível tragédia que se abateu sobre o Japão: um violento tremor de terra, com a escala de 8,9 de Richter e com epicentro no mar a cerca de 400 quilómetros da costa, sacudiu as suas ilhas, provocando o consequente tsunami que devastou o litoral japonês e que ameaça atingir toda a costa do Pacífico, até ao Canadá.

Graças ao avanço tecnológico e solidez da construção civil nipónica, edifícios com mais de cinquenta andares não sofreram qualquer derrocada, preservado-se assim milhares de vidas. Infelizmente o mesmo não aconteceu com os diques, que foram incapazes de suster a fúria das aguas do tsunami.

Todavia a situação que parece mais preocupante é a da central nuclear de Fukushima, onde se detectou uma explosão no primeiro reactor, devida ao sismo, e onde o nível de radioactividade tem vindo a aumentar de forma alarmante, receando-se ainda outras eventuais avarias num segundo reactor. Todas as centrais nucleares do Japão, que são muitas (cerca de 53), correm riscos altamente preocupantes, devido ao facto  das réplicas do abalo sísmico serem contínuas e de grau consideravelmente elevado. Infelizmente já foram detectados casos de contaminação da radioactividade, nomeadamente entre o pessoal técnico das próprias centrais.

A ajuda internacional não tardou em se manifestar: do Presidente Barak Obama à ONU, dezenas de países já ofereceram a sua  ajuda. O Presidente Obama oferece o auxílio de todas as suas forças estacionadas no país amigo, quer em terra como em águas nipónicas, incluindo a VII Esquadra, sediada no Japão. A ONU, através dos mecanismos internacionais e logísticos da Cruz Vermelha, ofereceu toda a ajuda no terreno. O Banco Mundial, União Europeia e mesmo a Federação Russa, esta esquecendo litígios pendentes com o Governo Japonês, oferecem igualmente a sua ajuda na minimização das consequências da catástrofe.O Papa Bento XVI e a Rainha Isabel II declararam-se profundamente entristecidos.

Classificado como o quarto mais violento tremor de terra até hoje verificado, é o maior de sempre assinalado no arquipélago nipónico onde, em cada período de cinco minutos, a terra treme. Infelizmente as vítimas desta tragédia já ultrapassam as dezenas de milhares e o seu número parece não parar de aumentar.

 As  imagens  dos vídeos adicionados a esta mensagem, dispensam palavras.





quinta-feira, fevereiro 17, 2011

GERAÇÃO À RASCA - GERAÇÃO DEOLINDA


Uma música, "Parva que sou", dos Deolinda, acordou Portugal para uma verdade abandonada: o desemprego, a precariedade e os baixos salários da juventude, que se consumam na sua desesperança. Estamos a falar de economia, numa linguagem que finalmente se universaliza porque não é de economistas, nem de sindicalistas, nem de políticos. É a voz de Ana Bacalhau e de centenas de milhares de pessoas através dela.

Jovens desempregados
Nos últimos dez anos, mais que duplicou o número de diplomados que trabalham em condições precárias. Dos 83 mil no ano 2000, o número subiu para os 190 mil em Setembro do ano passado. É a dura realidade das novas gerações, que frequentam ou já terminaram a sua formação superior e a quem o mercado laboral português não consegue dar resposta. 

São a geração dos nossos filhos e talvez ainda dos netos. São a geração semelhante à de trinta anos atrás, que levou os seus pais a abandonarem este país. Será que este Portugal de idosos, está condenado a ficar ainda mais velho?
Que perspectivas de futuro têm estes jovens, sempre com mais qualificações, no mercado laboral? Abandonar este país?
Jovens empresários

Só os melhores, e cada vez menos, têm colocação com bons salários e perspectivas de carreira: na banca de investimento, nas consultoras de gestão ou nas multinacionais. Mas o País não é apenas para os génios. Até porque mesmo estes estão a abandonar Portugal, em busca da não-crise!...

Junto um vídeo que retirei da Comunicação Social , que me pareceu muito bem feito e mais elucidativo do que as palavras, sobre a situação dos jovens perante o panorama da realidade do País que agora temos! 


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