sexta-feira, junho 20, 2014

ESTA NOITE, Com Manuel Bandeira: O Último Poema











O ÚLTIMO POEMA

Assim eu quereria meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.



MANUEL BANDEIRA


2 comentários:

peonia disse...

Lindo, Haydée!
Abraço.

M.H. R.M. disse...

Obrigada, Peonia.
Ainda bem que gostou.
Bj.

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