A
reação de Obama à execução de James Foley foi sua condenação mais veemente ao
grupo Estado Islâmico. O presidente não sinalizou nenhuma pausa na ofensiva
contra posições dos militantes no Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
prometeu nesta quarta-feira que seu país não deterá os ataques aéreos contra o
Estado Islâmico depois que o grupo decapitou um jornalista norte-americano, ato
que ele afirmou ser prova de que os militantes não são religiosos.
Os
comentários de Obama aos repórteres que cobrem suas férias na ilha de Martha's
Vineyard ocorreram pouco depois de a Casa Branca anunciar que o vídeo que
mostra a decapitação de Foley foi autenticado pela comunidade de inteligência
norte-americana.
A
execução parece ser um divisor de águas na atenção crescente dos EUA no Estado
Islâmico como ameaça em potencial aos interesses do país, mas não ficou claro
se isso levará a uma intensificação na campanha de bombardeios.
Os
EUA lançaram dezenas de ataques aéreos contra alvos dos militantes para
proteger a minoria religiosa dos yazidis no Iraque e evitar a tomada da represa
de Mosul, temerosos de que um dano à estrutura pudesse inundar Bagdá, onde se
localiza a embaixada norte-americana.
A
fala do presidente transmitiu uma mensagem dura a respeito das penalidades
severas do Estado Islâmico contra quem não aceita sua interpretação do
islamismo. Ele disse que os militantes devastaram cidades e vilarejos,
sequestraram mulheres e crianças e as sujeitaram a tortura e estupros e mataram
muçulmanos aos milhares.
"Nenhum
Deus apoiaria o que fizeram... Sua ideologia é fracassada. Eles podem dizer que
estão em guerra com os Estados Unidos ou o Ocidente, mas o fato é que
aterrorizam seus vizinhos e não lhes oferecem nada além de uma escravidão sem
fim à sua visão nula e o colapso de qualquer definição de comportamento
civilizado", declarou Obama, que ainda disse ter ligado para a família de
Foley para oferecer seus pêsames.
"Os
Estados Unidos continuarão a fazer o que precisamos para proteger nosso povo.
Seremos vigilantes e implacáveis. Quando norte-americanos são feridos, em
qualquer lugar, fazemos o que é necessário para que a justiça seja feita",
afirmou ainda.
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