quinta-feira, setembro 30, 2010

5 DE OUTUBRO DE 2010 - 1OO anos da implantação da República Portuguesa


Publico esta mensagem no âmbito das comemorações do centenário da Implantação da República em Portugal, evento que tem vindo a ser largamente divulgado por S. Ex.ª o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, em nome da Presidência da República.

Falar da República em Portugal é falar de um período em que a turbulência dos acontecimentos começa mesmo antes de 1910 ( Implantação da República) e de 1910 até 1974, ano em que foi instituído o regime que nos governa até hoje, com o 25 de Abril de 1974: Regicídio, Governos Provisórios, atentados, lutas populares e religiosas, instabilidade que conduziu ao governo de ditadura que só terminou com o 25 de Abril. O fenómeno histórico, segundo especialistas, repete-se periodicamente. Oxalá esta tese não se confirme no que respeita à realidade portuguesa.

Procurei ilustrar esta mensagem com imagens de vídeo que me pareceram necessárias para transmitir, de um modo mais completo, a informação sobre este período histórico da 1.ªRépública até ao 25 de Abril de 1974, que, como anteriormente referi, restituíu a democracia a Portugal.

quinta-feira, setembro 23, 2010

OUTONO E OS SEUS MISTÉRIOS

No dia de hoje, 23 de Setembro, entramos no Outono. Estação de transição entre o verão e o inverno, como todos sabemos, é caracterizado pelas temperaturas mais amenas e pelo amarelecer das folhas nas árvores. É, para nós também a época das vindimas, das colheitas em geral, e também das castanhas assadas...

É de assinalar que quando o hemisfério norte entra no equinócio do outono, no hemisfério sul acontece simultâneamente a entrada do equinócio da primavera. Portugal entra no Outono ao mesmo tempo que o Brasil entra na Primavera.

Como estação de equinócio (do latim "aequinoctium") tem neste período em que os dois hemisférios terrestres são iluminados igualmente e como é do conhecimento de todos, a duração do seu primeiro dia igual à da sua primeira noite. Este fenómeno atraíu, desde longa data, a atenção dos povos da antiguidade, que o celebravam com rituais de carácter místico.

Alguns ainda hoje persistem e são alvo da atenção de milhares de pessoas...

A explicação científica para o fenómeno que envolve o monumento megalítico de Stonehenge situado no Reino Unido, está no ponto em que o monumento tenha sido concebido para que um observador, no seu interior, possa determinar com exactidão a ocorrência das datas dos solstícios e equinócios, acontecimentos que anunciam a mudança de estação.

Para isto basta posicionar-se adequadamente entre os setenta blocos de arenito que o compunham e observar-se na direcção certa. Esta descoberta foi feita em 1960, demonstrando através da arqueologia que os povos neolíticos, 3000 anos antes de Cristo, já tinham este conhecimento e a sensibilidade do fenómeno dos equinócios...

Todos os anos, turistas de todas as partes do mundo invadem Chichen Itza, a cidade maia na selva da península de Yucatán, com o fim de assistir a um estranho fenómeno, que me impressionou muitíssimo, quando tive a oportunidade de o presenciar.

Às 15 h, nos equinócios da primavera e do outono, o jogo de luz e sombras, forma a silhueta de uma serpente sobre uma escada da pirâmide de Kukulcan. Esta silhueta simboliza a serpente descendo do céu para o plano terrestre e entrando, no final do dia nas profundezas. Enquanto desliza pela escada até penetrar na terra, o corpo da serpente aparece com a sua cabeça esculpida na base milenar da pirâmide.

Este fenómeno deixa-nos deveras pensativos e todas as diversas interpretações que o pretendem explicar apontam para o juízo final...

domingo, setembro 19, 2010

7 Maravilhas Naturais de Portugal 2010


No passado dia 12, foram escolhidas as 7 Maravilhas Naturais de Portugal, durante uma cerimónia realizada nas Portas do Mar em Ponta Delgada, perante a presença do público e de autoridades governamentais locais, representantes das 21 candidaturas apresentadas.

Esta iniciativa já encontrou eco noutros países, pelo que surge, assim, a hipótese de uma candidatura a nível mundial.

As 7 Maravilhas Naturais eleitas são: Grutas de Mira d'Aire, Lagoa das Sete Cidades, Portinho da Arrábida, Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico, Parque Nacional da Peneda Gerês, Ria Formosa e Floresta Laurissilva, na Madeira.

quinta-feira, setembro 09, 2010

11 DE SETEMBRO 2001 - 9.ºaniversário


Sábado próximo, comemora-se 0 9.º aniversário do 11 de Setembro de 2001. Data por demais conhecida como a maior catástrofe para os Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial.

Este ano a cidade de Gainsville, na Flórida, prepara-se para, durante três horas, assinalar o evento, queimando exemplares do Corão.

A Casa Branca, avisa que esta iniciativa poderá pôr em risco a vida dos soldados americanos no Afeganistão. Assim, durante as cerimónias oficiais previstas para o local do "Ground Zero", um sofisticado dispositivo policial e um forte dispositivo de "operações stop", terão lugar ao longo das três horas que durarem as cerimónias comemorativas do evento.

Para esta tensão, tem também contribuído o polémico megaprojecto da construção de uma mesquita islâmica, num total de seis, contando com as cinco anteriormente edificadas, nas proximidades do "Ground Zero".
O Mundo condena a queima dos exemplares do Corão, prevista para o próximo dia 11 de Setembro. O próprio Vaticano também se pronunciou nesse sentido, aconselhando moderação aos ânimos exaltados da cidade de Gainsville, na Flórida, a fim de que se não incendeiem extremistas islâmicos, sobretudo no Afeganistão.

Este facto levou familiares das vítimas dos ataques a não considerarem correctas tanto a realização da manifestação anti-islamita, como a de cerimónias oficiais previstas para o "Ground Zero", no dia em que apenas desejam recordar e honrar os seus entes queridos.

Esperemos que os Estados Unidos possam, por mais uma vez, honrar as vítimas deste terrível atentado terrorista, em paz e com toda a dignidade que nos merecem.

sexta-feira, setembro 03, 2010

JOSÉ HERMANO SARAIVA-O Professor









Filho de José Saraiva (conceituado professor liceal), é irmão de António José Saraiva (reputado investigador na área das Letras) e é também tio de José António Saraiva (jornalista e arquitecto). Licenciado em Historico-Filosóficas e em Ciências Jurídicas, iniciou a sua vida profissional pelo ensino liceal, simultâneamente com a advocacia.

História de Portugal

Teve participação política como deputado e outros cargos. Mais tarde, quando abandonou o governo, foi nomeado para exercer o cargo de embaixador de Portugal no Brasil.

Com a Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura pública muito conhecida e apreciada em Portugal e nas comunidades portuguesas no estrangeiro. Para isso contribuiram as suas extraordinárias qualidades de orador e apresentador televisivo, que evidenciou ao longo dos seus inúmeros programas de televisão sobre a História de Portugal.

Por isto e por outras circunstâncias, tornou-se numa figura polémica, principalmente pela sua visão da História e pelo facto de nunca ter obtido qualquer grau académico superior à licenciatura.

Recentemente, através de um programa da RTP, ficou classificado em 26º. lugar entre os"Grandes Portugueses da História". É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História, Academia da Marinha em Portugal e Instituto Geográfico de S.Paulo, no Brasil. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e outras, nomeadamente no Brasil, com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco.

Uma das várias séries de programas televisivos
 "A Alma e a Gente"








Esta mensagem é uma homenagem simples a um homem grande da cultura portuguesa, à qual junto um excerto do seu programa televisivo "Preto e Branco" da série "Horizontes da Memória", sobre a Serra da Estrela e suas aventuras aí vividas...

A história narrada pelo professor, no vídeo, é-me particularmente querida. A "senhora dos grandes olhos calmos" foi a minha tia Ana, religiosa laica e irmã mais velha de meu Pai. 

Quanto à casa que o professor Saraiva refere, é a casa dos meus avós paternos. Ainda hoje existente em São Romão de Seia, no distrito da Guarda. Por estes momentos, pela amizade e simpatia que sempre demonstrou para com a minha família, o meu muito obrigada ao professor José Hermano Saraiva.



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segunda-feira, agosto 30, 2010

BEETHOVEN - Para além dos limites...



Hélène Grimaud é, aos 39 anos, uma das mais aclamadas pianistas francesas no panorama internacional. Após algumas ausências motivadas por problemas de saúde e que a levaram a cancelar alguns concertos, Hélène Grimaud retoma os palcos.

Um dos seus professores disse-lhe: "Não quero que sejas a melhor, quero que sejas única". Beethoven tem, para Hélène, um encanto especial. Em Berlim interpretou recentemente o Concerto para Piano nº.5, conhecido como o "Imperador".
"Penso que os meios de que Beethoven dispunha para escrever a sua música não eram suficientes para ele", explica Hélène Grimaud. "Ele compunha, frequentemente para lá dos limites, para lá dos instrumentos que existiam naquele tempo, e até mesmo para lá da "realidade" da matéria musical...".
Grimaud interpreta este concerto há alguns anos. Todavia, ao longo do tempo a sua música amadurece dentro da intérprete.
"Mesmo num lapso curto de tempo, cinco anos, tudo muda constantemente e esse é também o mistério. O milagre da música é que muda dentro de ti, apesar de ti, e para lá de ti. Os momentos mais bonitos não são aqueles que são perfeitos plàsticamente, são os momentos onde sentimos a fragilidade, o abismo, onde sentimos que tudo está em jogo, tudo é arriscado. E são esses os momentos que me tocam mais, que me prendem...".
Senhora de grande beleza pessoal, Hélène Grimaud ainda escreve livros sobre música e tem uma grande e curiosa paixão por lobos. Sim, não só ama estes animais como também escreve sobre eles e edita DVDs onde defende a sua preservação.
É tempo agora, não de escrever mais sobre Hélène Grimaud, mas de nos deliciarmos com um pouco de Beethoven, recordar tempos em que eu própria também o interpretei, tendo de antemão a noção de que esse pouco saberá sempre a muito pouco...

quarta-feira, agosto 25, 2010

A MÁGOA

glitters


"Mágoa. [...] Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.

Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.

Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.

O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.

Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.

Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor.

Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará. Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer."

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A PAIXÃO


Paixão


"Não há nada melhor do que estar apaixonado. 
Nem pior.
Primeiro estranha-se, depois, entranha-se. A paixão dá para tudo. Para rir e chorar, fazer confidências, namorar ao luar a beber coca-colas de lata e sentir-se mais feliz do que se se estivesse numa suite. Do trigésimo andar do Pierre em Manhattan a beber Don Perignon.
Estar apaixonado é um estado de graça e de desgraça. Tira o sono e dá speed. Rouba a fome e mata a sede. Perde-se a noção do tempo, espaço, até do ridículo. Ganha-se força, vontade, desejo e anos de vida.
Estar apaixonado é investir uma fortuna que demorou anos a amealhar num negócio de alto risco. 
E ainda por cima fazê-lo conscientemente. 
Porque a paixão é melhor do que qualquer bebida, droga ou paraíso terrestre. Uma pessoa apaixonada vai onde quer porque passa de repente a desconhecer os seus limites. Vê-se sem perceber bem como a fazer coisas impensáveis."


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CORAÇÕES


Paixão
"Há muitos tipos de corações.


Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.


Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...


Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.


Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.


Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.


Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.


Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida."
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sexta-feira, agosto 20, 2010

AGOSTO DAS ROMARIAS - Senhora d'Agonia


Agosto é o mês das romarias em Portugal. Tempo de férias, é em Agosto que todos os anos se repete o fenómeno do regresso dos emigrantes a Portugal e assim às respectivas terras de origem.

Por todo o país surgem festejos, romarias, peregrinações que ajudam a matar, em cada um, as saudades que a distância não perdoa e que, com o decorrer dos anos, têm vindo a integrar o nosso património cultural.

Mas de todas as romarias, as Festas da Senhora d'Agonia que todos os anos se realizam em Viana do Castelo de 20 a 22 de Agosto, são indubitàvelmente as maiores, tanto em beleza como em antiguidade. Este ano, para estas festividades, Viana do Castelo espera acolher cerca de um milhão de forasteiros.

De uma beleza e colorido fora de vulgar, este espectáculo cuja fama já ultrapassa fronteiras, repete-se em cada ano, numa das tradições mais acarinhadas de Portugal. Originadas pelo culto das gentes do mar à Senhora d'Agonia, estas festas atingem um dos pontos culminantes com a procissão dos barcos até ao mar, onde os pescadores pedem à Santa a benção para as suas pescarias. Saliento ainda o Desfile da Mordomia, os Gigantones (a mais antiga tradição) e à noite, o espectáculo final do fogo de artifício sobre o rio Lima, orgulho dos pirotécnicos de Viana.

Melhor do que as palavras, as imagens que junto a esta mensagem, podem com rara fidelidade mostrar-nos o que realmente são as Festas da Senhora d'Agonia, em Viana do Castelo.

Vejamos, pois.

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