sexta-feira, maio 31, 2013

TEMAS QUE AMAREI SEMPRE...NÃO IMPORTA O NOME, NEM QUEM.





...E que agora, ao fim de tanto tempo, posso voltar a interpretar. Depois do acidente que sofri, anos atrás, acidente esse que tanto tempo me privou da sensibilidade de alguns dedos precisamente da mão direita. Um amigo, sem querer, fechou a porta do carro sobre a minha mão, quando agarrava o bordo da viatura, fraturando gravemente os três últimos dedos desta...




"FANTASIE" IMPROMPTU, Op.66 - CHOPIN

CONCERTO N.º2 PARA PIANO - SERGEI RACHMANINOFF

RHAPSODY ON A THEME BY PAGANINI - SERGEI RACHMANINOFF



DIA DA CRIANÇA - 1 DE JUNHO DE 2013





Com um menino nos joelhos, Jesus ensinou os Apóstolos a cultivar a inocência infantil. 
Noutra ocasião repreendeu-os por não quererem que um grupo de crianças se aproximasse d'Ele, 
dizendo-lhe que o reino do Céu era dos que se parecem com as criancinhas,
 portanto que as deixassem vir a Ele.
(Marcos 10:14)



NESTE DIA DA CRIANÇA, QUE DEVERIA SER TODOS OS DIAS,
TODO O MEU AMOR.






quinta-feira, maio 30, 2013

PRÉMIO CAMÕES 2013 - PARABÉNS, MIA COUTO!







"Eu vejo acontecer o esquecimento. Aconteceu em Moçambique com a guerra civil, em 1922. Ninguém se lembra de nada, não existe, nunca houve, ninguém morreu, ninguém matou. E é espantoso como isso é agressivo. Há um apagamento profundo, feito por uma decisão, um consenso silencioso.
É como se toda uma nação se tivesse sentado numa mesa e sem falar tivesse decidido esquecer."

MIA COUTO, (in Jerusalém)



Deus já foi mulher. Antes de se exilar para longe da sua criação e quando ainda não se chamava Nungu, o atual Senhor do Universo parecia-se com todas as mães deste mundo. Nesse outro tempo, falávamos a mesma língua dos mares, da terra e dos céus...

MIA COUTO (in primeiro capítulo do livro A Confissão da Leoa)


Este é Mia Couto. O Escritor, o Poeta, o Operário das Palavras, o Africano, o Homem da Terra, o Dono de todos os Corações. O meu Mia, como simplesmente o chamo. Também a ele dedico esta publicação, parca em palavras, mas milionária em corações, quando acaba de ganhar o tão ambicionado Prémio Camões 2013,  galardão máximo da cultura portuguesa.

PARABÉNS, MIA.








quinta-feira, maio 23, 2013

PRÉMIO PESSOA 2012 - Richard Zenith, Escritor, Crítico e Tradutor Literário







Richard Zenith é não apenas um editor da obra pessoana, 
um explicador da heteronímia, 
mas também o grande tradutor da sua poética
 para a língua inglesa.







O Prémio Pessoa é uma iniciativa conjunta do jornal Expresso e a Caixa Geral de Depósitos, e visa distinguir personalidades da Cultura, Artes ou Ciência, cuja obra, num determinado ano, se tenha evidenciado no panorama nacional.

Richard Zenith, natural de Washington DC, foi distinguido sexta feira passada com este Prémio Pessoa, na sua edição 2012. 

O escritor, crítico e tradutor literário tinha já sido premiado pelos seus trabalhos de tradução para inglês, de autores como Luís de Camões, Sophia de Mello Breyner, Antero de Quental ou António Lobo Antunes.

A viver em Portugal há 25 anos, o escritor norte-americano, com dupla nacionalidade, é um dos mais consagrados das obras de autores portugueses. 

Fernando Pessoa, um dos maiores autores de língua portuguesa, foi o alvo especial da atenção de Richard Zenith.

Mas a obra de Zenith não se esgota em  Pessoa. 

Camoniano por paixão, o autor foi responsável em 2009, por traduzir a lírica de Camões numa edição ilustrada por João Fazenda.

Sonetos e Outros Poemas, editado pela editora Planeta, mostrou que gostar de Camões e Pessoa não era uma contradição.

O júri deste Prémio Pessoa 2012, constituído por Francisco Pinto Balsemão, Faria de Oliveira, Clara Ferreira Alves, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, António Barreto, Rui Baião, Rui Vieira Nery, Antonio Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio e Viriato Soromenho Marques, foram unânimes quanto à decisão de entregar o prémio no valor de 60 mil euros a Richard Zenith.

Os nossos parabéns ao ilustre escritor e tradutor literário, vencedor desta 26.ª edição do Prémio Pessoa. Prémio reconhecido como o mais importante galardão atribuído em Portugal na área da cultura.


Júri do Prémio Pessoa.








quarta-feira, maio 22, 2013

RECORDANDO GARRETT...






PESCADOR DA BARCA BELA

Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la,
Ó pescador!

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!


ALMEIDA GARRETT




sexta-feira, maio 17, 2013

UM COMEÇO DE NOITE...COM DAVID MOURÃO-FERREIRA








Penélope


Mais do que um sonho: comoção!
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.


E recompões com essa veste
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.


Mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.


DAVID MOURÃO-FERREIRA





quarta-feira, maio 15, 2013

UMA ESTÓRIA PERDIDA NA NOITE DE LISBOA.. (PARTEII) - Mário José da Guia (Sem-abrigo)








Sempre fiel ao espírito do amor e ajuda ao próximo, é com imenso gosto que voltamos a esta  estória de vida, neste caso a de Mário José da Guia, o sem-abrigo de Lisboa, que meses atrás perdeu o seu emprego e vida própria, e se tornou a estória de mais uma vítima deste Estado social que se afunda e nos afunda a todos nós. Mário José deixou-nos, na altura, uma comovente lição de dignidade, à qual não conseguimos acrescentar palavras, apenas uma lágrima. As imagens falavam por si.

Passado cerca de meio ano, quisemos saber qual a situação de Mário José. Na rua habitual, onde primeiro nos dirigimos, não estava. Atrevemo-nos a interrogar a vizinhança que prontamente e de maneira afável nos recebeu, como é apanágio das gentes simples desta nossa Lisboa.

Mário José tinha tido muita sorte. Amigos, sobretudo a comunicação social e até a Internet, blogues que seguiram o nosso exemplo, e bem, ajudaram-no. Tinha conseguido, não digo uma coisa fixa (os tempos estão difíceis e diferentes), mas várias. Quisemos ainda saber mais e soubemos. Mas uma coisa nos surpreendeu: o seu amor pela rua continuava, só que agora como varredor do lixo da cidade…

Como há seis meses, não conseguimos acrescentar palavras. Também como há seis meses, as imagens agora inseridas falam por si. Mas não consegui, com pena, encontrar a mesma lição de dignidade de há seis meses atrás. Nem verter a lágrima teimosa…


E pronto, amigos. Por aqui fica encerrada esta estória perdida da noite da minha cidade. O final, foi o que Mário José escolheu. Resta-nos dizer adeus e desejar-lhe todas as felicidades…









ISOLA CHE NON C'È - Edoardo Bennato






terça-feira, maio 14, 2013

ESCREVER LIVROS?






Prometo uma opinião acerca do que hoje se consegue fazer com os inocentes dos livros...Do carregar na tecla do computador até à exposição na prateleira. Para breve...
  


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