quinta-feira, junho 06, 2013

NESTE SEU TERCEIRO ANIVERSÁRIO, "PRETO, BRANCO, E..., RECORDA AS SUAS ORIGENS





Naquele «pic-nic» de burguesas, 
Houve uma coisa simplesmente bela;
E que, sem ter história nem palavras,
Em todo o caso dava uma aguarela...
(Cesário Verde)



Foi nesta nossa freguesia, a Freguesia do Lumiar, uma das mais populosas da cidade de Lisboa, que 
há precisamente três anos atrás "Preto, Branco, E...", nasceu sob o teclado de um qualquer computador colocado numa sala dedicada ao ensino de informática prioritariamente destinado a seniores. 

Museu do Traje

Primeiro foi um mera prática do exercício informático, mas com o tempo começou a crescer e com ele cresceram também as características que tornam esta freguesia tão autêntica como fascinante: a sua intemporalidade, diversidade, autenticidade e sobretudo simplicidade. 

Para melhor compreendermos, convém recordar que a Freguesia do Lumiar foi criada em 1266. Em 1312, D. Dinis efetuou a partilha de bens do Conde Barcelos, ficando para D. Afonso Sanches, seu filho bastardo e genro do Conde, uma quinta e Casa de Campo no Lumiar, a que se passou a chamar Paços de D. Afonso Sanches. Foi mais tarde com D. Afonso IV que esta residência nobre adquiriu o nome de Paço do Lumiar, ainda hoje o núcleo histórico da freguesia.
No início do século XVIII, definia-se o Lumiar, como "um centro de nobres quintas, olivais e vinhas". Mas já em pleno século XIX, Júlio Castilho, pai da olisipografia e morador do Lumiar, afirmava "o nosso Lumiar, hoje cheio de palacetes e cortado de eléctricos, carruagens e automóveis, formou um bairro da Capital".

E o Lumiar não pára de crescer. Hoje, em pleno século XXI, temos um Lumiar com um forte aumento populacional, que aceita o modernismo do metropolitano, perde os conceitos de aldeia e de bairro, para acolher agora como grande desafio, a moderna urbanização do Alto do Lumiar.  Sem dúvida a maior urbanização de Lisboa, senhora da requalificação de alguns dos melhores espaços verdes de lazer da cidade, como a Quinta das Conchas e o Parque Ocidental da Alta de Lisboa.
Quinta dos Azulejos

"Preto, Branco, E..." nasceu. Primeiro com uma pequena publicação de escassas palavras, linhas e imagens depois, e finalmente a inserção dos vídeos e "códigos html". Dentro da sua dimensão, tem a noção que é imperfeito. Sabe que, tal como o local que lhe deu origem é intemporal, autêntico, diverso e  simples, tanto na linguagem como nos conteúdos originais, e grande no coração. Não sabe  se algum dia atingirá a dimensão do seu local de origem. Porém, pondera agora se não será preferível ser um blogue imperfeito, feliz, se um blogue perfeito, infeliz...
.
Regido pelos princípios que datam dos seus primórdios, tem resistido às diversas tempestades. Mais violentas, menos violentas...Mas que sabor teria a vida sem luta, desafios, crescimento. Sempre monótona?




NESTE SEU DIA, EM QUE COMPLETA O SEU TERCEIRO ANIVERSÁRIO,


A TODOS  AGRADECE A ATENÇÃO QUE TÃO GENTILMENTE LHE TÊM DISPENSADO!



2 comentários:

Claudia disse...

Post com belíssimas imagens, parabéns e vida longa ao blog que só nos enriquecem com tanta beleza, abraços!

M.H. R.M. disse...

Sempre a fiel amiga, a querida colega. Obrigada a você pelas palavras que aquecem o coração.Breve estarei a espreitar as novas dos nossos Divos. Beijo enorme.

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