quinta-feira, novembro 20, 2014
quarta-feira, novembro 19, 2014
DEPOIS DE " MALÉVOLA ", A DISNEY TRAZ-NOS AGORA UMA NOVA "CINDERELLA"...
Na sequência de “Malévola”, a Disney oferece-nos agora esta
nova versão da Cinderela, com estreia marcada para 2015.
Em CINDERELA,
seguimos a vida de uma jovem orfã (James) que, com a ajuda da Fada Madrinha
(Bonham Carter) e dos seus poderosos feitiços, se torna o centro das atenções
no concorrido Baile Real.
Após a trágica e inesperada morte do seu pai, Ella (Lily
James) fica à mercê da sua terrível madrasta, Lady Tremaine (Cate Blanchett), e
de suas filhas Anastasia e Drisella. A jovem é apelidada de Cinderela e é
obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa. Mas continua otimista
com a vida. Passeando na floresta, tem um encontro com um desconhecido,
e apaixona-se por este estranho (Richard
Madden), sem desconfiar que ele é o príncipe do castelo.
Mais tarde Cinderela
recebe um convite para o grande baile do palácio real e acredita que pode
voltar a encontrar a sua alma gémea, mas as suas ilusões vão por água abaixo
quando a madrasta má rasga o seu vestido. Agora, será mesmo precisa uma fada
madrinha (Helena Bonham Carter) para mudar o seu destino...
FICHA TÉCNICA:
Realizador: Kenneth Branagh
Cast: Lily James, Helena Bonham
Carter, Cate Blanchett, Hayley Atwell, Stellan Skarsgård, Richard Madden,
Holliday Grainger, Derek Jacobi e Ben Chaplin
Género: Drama/Romance/Aventura/Fantástico
Data de estreia: prevista em Portugal: 19/03/2015
Data de estreia: prevista nos EUA: 13/03/2015
Distribuidor: Disney/ Buenavista
domingo, novembro 16, 2014
PELA NOITE, COM JORGE DE SENA: " UMA PEQUENINA LUZ "
UMA PEQUENINA
LUZ
"Uma
pequenina luz bruxuleante
não na
distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio
de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una
piccola... em todas as línguas do mundo
uma pequena
luz bruxuleante
brilhando
incerta mas brilhando
aqui no meio
de nós
entre o bafo
quente da multidão
a ventania
dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro
azedo dos que a não vêem
só a
advinham e raivosamente assopram.
Uma pequena
luz
que vacila
exacta
que
bruxuleia firme
que não
ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe
voz ouviram-na e é muda.
Muda como a
exactidão como a firmeza
como a
justiça
Brilhando
indefectível.
Silenciosa
não crepita
não consome
não custa dinheiro.
Não é ela
que custa dinheiro.
Não aquece
também os que de frio se juntam.
Não ilumina
também os rostos que se curvam.
Apenas
brilha bruxuleia ondeia
indefectível
próxima dourada.
Tudo é
incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é
terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento
realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva
ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre
ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma
pequenina luz bruxuleante e muda
Como a
exactidão como a firmeza
como a
justiça.
Apenas como
elas.
Mas brilha.
Não na
distância. Aqui
no meio de
nós.
Brilha."
JORGE DE SENA
sábado, novembro 15, 2014
NOITE DENTRO, COM JORGE SENA: " O BEIJO "
O BEIJO
Um beijo em
lábios é que se demora
e tremem no
abrir-se a dentes línguas
tão
penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é
mais. É boca aberta hiante
para de
encher-se ao que se mova nela.
É dentes se
apertando delicados.
É língua que
na boca se agitando
irá de um
corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo
o que se oculta em sombras
e nos
recantos em cabelos vive.
É beijo tudo
o que de lábios seja
quanto de
lábios se deseja.
JORGE DE
SENA
(19/5/1971)
In Antologia
Poética, 1999.
Etiquetas:
POEMAS SOLTOS- O Beijo. Jorge de Sena.
PELA NOITE, COM PEDRO HOMEM DE MELLO: " AMAR POR AMAR "
AMAR POR
AMAR
Amar por
amar não posso.
Amar por
amar não sei.
Amar por
amar não posso.
Amo aquilo
só que é nosso
Amando à
margem da lei.
Amar por
amar não posso
Amar por
amar não sei.
Ninguém me
faça perguntas!
Trago o
coração já frio...
Ninguém me
faça perguntas,
Que as
minhas lágrimas juntas
Davam para
encher um rio!
As minhas
lágrimas juntas
Davam para
encher um rio!
PEDRO HOMEM
DE MELLO
ESTA NOITE, COM JORGE DE SENA: " EPITÁFIO "
EPITÁFIO
De mim não
buscareis, que em vão vivi
de outro
mais alto que em mim próprio havia.
Se em meus
lugares, porém, me procurardes
o nada que
encontrardes
eu sou e
minha vida.
Essas
palavras que em meu nome passam
nem minhas
nem de altura são verdade.
Verdade foi
que de alto as desejei
e que de mim
só maldições cobriam.
Debaixo
delas a traição se esconde,
porque
demais me conheci distante
de alturas
que de perto não existem.
Fui livre,
como as águas, que não sobem.
Pensei ser
livre, como as pedras caem.
O nada
contemplei sem êxtase nem pasmo,
que o dia a
dia
em que me
via
ele mesmo
apenas era e nada mais.
Por isso fui
amado em lágrimas e prantos
do muito
amor que ao nada se dedica.
Nada que
fui, de mim não fica nada.
E quanto não
mereço é o que me fica.
Se em meus
lugares, portanto, me buscardes
o nada que
encontrardes
eu sou e
minha vida.
JORGE DE SENA
Etiquetas:
POEMAS SOLTOS- Epitáfio. Jorge de Sena.
quinta-feira, novembro 13, 2014
MORRE MANOEL DE BARROS (1916-2014)...
Última homenagem a este grande poeta brasileiro, que nos deixa aos 97 anos.
Natural de Mato Grosso, foi advogado, poeta e escritor.
Foi também, sem dúvida,
uma das figuras mais marcantes da literatura contemporânea brasileira.
Descanse em paz.
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