domingo, janeiro 03, 2016

PELA NOITE, COM ADELAIDE MONTEIRO: "PARA TODOS OS POEMAS"





PARA TODOS OS POEMAS


Senta-te junto a mim, amigo
e deixa que te ouça a dor
que tão bem disfarças.
Pássaro ferido,
continuas a voar,
disfrutando estações,
meses, dias,
cantando poemas,
distribuindo penas
em forma de risos.


Há aqui uma pedra
a servir de banco
neste jardim de urzes
onde sempre me sentarei
para procurar as palavras
para todos os poemas
e onde te sentirei


ADELAIDE MONTEIRO






2 comentários:

Vitor. C disse...

Para todos os poemas, essa mesma pedra onde a poetisa se senta, é a pedra onde se sente tão bem o sentir doce de um poema feito de esperança, solidariedade e palavras! Há outros que não são feitos destas últimas!
Não conhecia a autora e estou muito feliz por esta partilha me ter dado a possibilidade de ler algo tão lindo! Obrigado ao blogue e à autora!

Ana Nunes da mata maio Ribeir disse...

Adorei ler este poema, não conhecia e achei-o lindíssimo! Parabéns pela partilha e pela oportunidade de ficar a conhecer está poetisa! Boa noite!!

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